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sábado, 4 de março de 2017

Quanto preciso vender para ganhar como escritor?


Mas vamos lá, agora a minha discussão é sobre o tempo que dedicamos à escrita, alguém já mensurou isso? Sei que o Word e outros aplicativos de escrita devem fornecer essas estatísticas. Mas alguém já estimou o seu custo de "hora escritor" na produção de uma obra?

Serei bastante sintético, digamos que para produzir 2.000 palavras o escritor demande de aproximadamente 3 horas ininterruptas de produção. Essa quantidade seria o suficiente para um capítulo de aproximadamente 10 páginas. No final, um livro de 200 páginas demandaria algo em torno de 60 horas de trabalho.

Qual seria o custo de sua hora trabalhada? Partamos então para o quanto você ganha mensalmente não sendo escritor e divida o seu salário por 176, essa seria a quantidade de horas trabalhadas num mês como "mensalista".
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Vamos aos números? Digamos que o seu salário seja de R$5.000,00. Sua hora trabalhada custa R$ 28,41. Ou seja, 60 horas utilizadas para a produção de um livro (sem revisão, edição e diagramação, etc.), custaria para você R$ 1.704,60

Seu livro será vendido por R$30,00 e você receberá 15% de direitos autorais, ou seja R$ 4,50 por livro vendido. Somente para cobrir as suas horas trabalhadas na produção de seu livro, seria necessário vender aproximadamente 379 livros e digamos, você sairia no zero a zero.
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Para cobrir seu salário de R$5.000,00 mensais, seria necessário uma venda de 1.111 livros todo mês. Portanto, qualquer contrato com uma editora de 1.000 exemplares iniciais, dificilmente o escritor viverá com a renda da venda de seus livros.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Qual o custo de publicação de um livro?

Não basta escrever uma boa história, existem passos a serem cumpridos que uma editora realiza quando publica um livro e que muitas vezes desconhecemos, ou até mesmo não valorizamos. (Qualquer erro, me corrijam).

Os assuntos podem não estar em ordem de importância, mas vamos lá:

Primeiro: Revisão do livro, independente de publicar o livro impresso ou em e-book, é muito importante revisar sua obra e por mais que o autor seja conhecedor da gramática e da língua portuguesa, ele pode incorrer em erros. O valor para revisar um livro é estimado em 'laudas', que pode ser interpretado como quantidade páginas ou mais especificamente uma quantidade de caracteres (em média são 1200). Esse custo depende do profissional e pode varia de R$ 0,44 a R$ 6,00. Não sei dizer qual é o preço justo, mas adotarei um valor de referência de R$1,50 por lauda para meus cálculos futuros.

Segundo: Capa do livro, é o que vai atrair a atenção do leitor curioso que desconhece o autor, por isso, a capa tem que ser atrativa. Dificilmente um escritor é bom em artes gráficas também e para isso precisa recorrer a um profissional. O custo varia muito e pode ultrapassar R$ 600,00 de investimento (valor que tomarei de referência).

Digamos que até aqui seu livro estaria apto para ser publicado numa versão digital, ou até mesmo impressa para ser vendida pelo próprio autor.

Terceiro: Diagramação, essa parte é algo que tem sido valorizada por alguns leitores, o conteúdo escrito numa fonte agradável, os capítulos começando numa página sem muitos espaços, ou com uma arte interessante, além da ausência de páginas em branco. Esse custo é equivalente ao de revisão.

Quarto: Ficha catalográfica, é uma ficha que contém as informações bibliográficas necessárias para identificar e localizar um livro ou outro documento no acervo de uma biblioteca. Esse serviço geralmente é realizado por um bibliotecário e tem um valor padrão em torno de R$ 50,00.

Quinto: Obtenção do ISBN, é um sistema que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país e a editora, individualizando-os inclusive por edição. É obrigatório se o autor desejar vender seu livro numa livraria, por exemplo. Além disso, o ISBN gera um código de barras, o que facilita o seu cadastro nas lojas para ser vendido.

Para se obter o ISBN o escritor precisa se cadastrar na Biblioteca Nacional como Editor Autor ou obter o serviço de alguém já cadastrado. Para se cadastrar há um custo de R$ 255,00, para obter o ISBN custa R$ 18,00 (depois de cadastrado). Profissionais cobram em média R$100,00 para registrar um ISBN.


Sexto: Registrar o direito autoral de sua obra na Biblioteca Nacional, tem um custo de R$20,00, mais o valor do livro impresso, rubricado em todas as páginas e o valor de postagem pelos correios.

Sétimo: Procurar uma editora ou gráfica que imprima seus livros. O custo vai depender do tipo de acabamento da capa, do tipo da folha das páginas, quantidade de páginas e quantidade de exemplares que o escritor quiser adquirir inicialmente.

Como tudo isso é um investimento, o escritor pode arriscar e adquirir uma quantidade grande de exemplares, ou se for melindroso, uma quantidade pequena. Além disso, ele deve estimar se espera algum retorno financeiro ou se simplesmente deseja divulgar a sua obra tendo algum custo ou a um custo quase zero.

Vamos às contas? Digamos que um escritor hipotético produziu um livro revisado com 300 páginas:

Custo de revisão e diagramação: 300 x R$ 1,50 x 2 = R$600,00
Custo de uma capa: R$ 600,00
Ficha catalográfica: R$ 50,00
ISBN: R$100,00
Direitos autorais: R$ 60,00 (mais custo de livro e postagem)
Impressão de 100 exemplares: R$ 1.701,66 (pela Letras e Versos)

Custo total: R$ 3.111,66
Custo por livro: R$ 31,66


Oitavo: Definir onde vender o livro, se o escritor decidir vender o livro num site próprio, basta acrescentar o que ele deseja receber de direitos autorais e estimar o frete para envio para outras localidades.

Mas se o escritor optar por vender numa livraria, saiba que muitos estabelecimentos cobram um valor por consignação que corresponde a 50% do valor de venda do livro, ou seja, o escritor precisa dobrar o valor do livro para que ele seja vendido oficialmente numa livraria. Esse livro hipotético não seria vendido por menos de R$ 65,00 numa livraria e concorreria com sucessos internacionais que são vendidos pela metade do preço.

Não gostaria de comentar a conclusão que cheguei após esses cálculos, pois, seria um esforço muito grande vender as primeiras cem unidades para cobrir todas as despesas envolvidas nessa produção. É claro que a segunda tiragem reduziria esses custos, ou até mesmo uma tiragem maior, no entanto, mesmo assim o autor teria que vender seus próprios livros ao invés de disponibilizá-lo numa livraria e vê-lo encalhado por conta de um preço absurdo.

quinta-feira, 2 de março de 2017

O que é ser um escritor prolífico?


Pode haver uma grande discussão quanto a qualidade, mas eu fiquei impressionado com a quantidade e como alguns escritores estrangeiros levam o ofício da escrita como algo "profissional".

Por curiosidade, pesquisei alguns autores e fiz uma média para encontrar quantos livros foram publicados de acordo com o tempo, isso pode não representar com exatidão o período em que ele foi escrito, vamos lá?

1 - Nora Roberts publicou entre 1981 e 1996, portanto, por 16 anos, um "recorde" de 100 romances. Isso equivaleria a um romance escrito a cada 58,24 dias.
 😯

2 - Kiera Cass publicou entre 2012 e 2016 13 livros, o que dá uma média de um romance a cada 120 dias.

3 - Nicholas Spark publicou entre 1990 e 2016 21 livros e isso dá uma média de um livro a cada 469 dias

4 - Paulo Coelho (não poderia deixá-lo de fora) publicou entre 1987 e 2016 16 livros, o que dá uma média de um livro a cada 684 dias.

5- Ryoki Inoue possui 1079 títulos publicados e detém o recorde no Guinnes Book

6 - Julio Verne escreveu 51 obras de 1863 a1891

7 - Agatha Christie publicou 95 obras em 88 anos

8 - Barbara Cartland publicou 823 romances, cuja média estimada é de um romance a cada 15 dias

Não dá para negar que todos eles vivem da escrita, mesmo publicando uma obra a cada quase dois anos (no caso de Paulo Coelho suas obras são traduzidas em diversas línguas).

Minha conclusão é que, mesmo não obtendo um público alto de escritores, não devo parar de escrever. Preciso melhorar a cada livro, isso é claro. Um escritor não viverá da escrita com poucos livros, então, a mente criativa deve trabalhar constantemente. Não acredito que Nora Roberts escreveu um romance a cada 60 dias, mas sim, ela já possuía uma reserva de livros prontos para serem publicados.

Se alguns vão contra a maré, eu ainda estou tentando pegar jacaré, mas não pretendo morrer na beira da praia. Quero ter um lugar ao sol também.

Outra coisa que achei interessante, pois, esse post foi publicado inicialmente num grupo do facebook, é que muitos desses escritores se valeram de Ghost Writers, que são escritores fantasmas contratados para escrever um livro adotando as premissas do escritor autor, mas que não recebem os seus nomes nas obras publicadas.

Em breve discursarei sobre Ghost Writer.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Quero ouvir (e não ler) meu e-book, é possível?


Uma amiga me perguntou se havia algum aplicativo para leitura em voz de e-books da amazon (kindle). Cheguei a imaginar que seria impossível encontrar e se você também achou, estamos enganados. No próprio site da amazon está disponível um tópico de ajuda para quem necessita ouvir, e não ler um e-book.

Há disponibilidade para iOS, para quem possui celulares da Apple:

Também para aparelhos da Samsung:

Acredito que com esses dois tutoriais conseguimos abranger o maior número de leitores que utilizam iOS ou Android para leitura de livros do Kindle.

Se você possui algum leitor com essa dúvida, já pode indicar a solução.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Depósito legal de livros publicados na Biblioteca Nacional


Enquanto pesquisava sobre direitos autorais, descobri essa questão do depósito legal, instituído pela Lei 10.994/04, no qual exige o depósito na Biblioteca Nacional, de um ou mais exemplares, de todas as publicações produzidas por qualquer meio ou processo para distribuição gratuita ou venda.

A exigência da lei é do envio dos exemplares e cópia digital até 30 dias após publicação da obra.

Apesar de ser direcionada às editoras, não vi isso claro na lei. Portanto, como se trata de divulgação gratuita ou venda, qualquer obra literária, produzida e exposta ao público, estaria incidindo nos artigos desta lei. Fica subentendido isso.

E quando nós, meros escritores que se arriscam no meio literário e divulgamos nossas obras na Amazon, Wattpad, Clube de Autores, ou até mesmo pagamos a gráficas para impressão de exemplares, estaríamos burlando a lei?

Em sua teoria, sim. No entanto, a Biblioteca Nacional não possui pessoal em quantidade para fiscalizar as obras publicadas. Cabe, portanto, às editoras cumprirem a lei e, quando possível, nós enviarmos nossos exemplares para compor o acervo também. Nossas obras se tornariam imortalizadas com esse envio, não ficaria apenas na internet, nas mãos de leitores, mas sim num local destinado ao seu resguardo.

E se eu não cumprir, tem penalidades? Tem sim!

1 - Multa correspondente em até 100 vezes o valor da obra;

2 - Apreensão do número de exemplares correspondentes para atender à finalidade do depósito.

Não, não quero assustar vocês, acredito que boa parte dessa lei se aplique às editoras, mas quando decidimos publicar pelas pseudo editoras, será que elas cumprem isso? (sei que as sanções recairão sobre ela).

Mas, se você, mero autor e editor de sua própria obra for incluído nesta lei, talvez seja interessante reservar dois exemplares para o Depósito Legal.

Abraços, e até a próxima!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Sobre o resguardo nos direitos autorais

Tenho pesquisado sobre o assunto. Embora as chances de plágio de um autor desconhecido sejam remotas, elas não deixam de existir.

Pesquisando no site da Biblioteca Nacional (BN), o registro do direito autoral é uma ação declaratória, sendo assim, se alguém registrar uma obra, que não é sua, antes do próprio autor, quais seriam as outras comprovações de autoria e anterioridade aceitos legalmente?

Na Lei 5.988, que Regula os Direitos Autorais e dá outras providências, de 14 de dezembro de 1973, Art. 17:

"Para segurança de seus direitos, o autor da obra intelectual poderá registrá-la, conforme sua natureza,..."


Na minha humilde interpretação, esse termo "poderá" é abrangente, não uma exigência restritiva, a lei cita a BN como órgão de registro do Direito Autoral de livros. Cria-se a impressão de que outros meios podem ser apresentados como comprobatórios da autoria.

Minha pesquisa continuou, fiz a mesma postagem num grupo dedicado a escritores (Escritores ajudando outros Escritores) e obtive uma discussão acalorada. Aparentemente não existem precedentes para um caso como esse, ou se existem, não foram amplamente divulgados. Mas vai algumas dicas:


1 - Registre sua obra antes de torná-la pública;



2 - Certo, você não registrou e já divulgou sua obra para amigos e para qualquer um que se interesse em ler. Beleza! Não fique assustado, registre isso por e-mail e guarde, registre a data de publicação e evite alterar o arquivo, procure se resguardar com testemunhas e registros que possuam confiabilidade quando for consultados.



3 - Utilize os sistemas de publicação mais conhecidos: Clube de Autores, Amazon, Wattpad para divulgar suas obras. Lá ficará registrada a data de publicação de sua obra ao menos.



Como já disse, não foram encontradas jurisprudências que garantam que o  wattpad, amazon, clube de autores, etc. servirão de provas, no entanto, o registro da obra na BN por um plagiador não servirá como única comprovação de autenticidade. Depoimentos e registros anteriores podem comprar a sua autoria, no entanto, essa sera uma batalha travada judicialmente.



Espero ter ajudado! Até a próxima postagem!

Livro Sem Rumo

Já faz algum tempo que publiquei o livro Sem Rumo, ele está disponível no Clube de Autores, Amazon, Kobo e Saraiva. Adquiri dias desses uma cópia impressa no Clube de Autores. É uma sensação incrível você sentir o livro fisicamente e folheá-lo. Segue algumas fotos:







domingo, 6 de novembro de 2016

O que tenho feito nos últimos meses

   Prezados leitores (que não são muitos ainda), deixei para trás algumas resenhas de filmes que assisti e julguei que não caberia descrevê-los no blog. Tenho assistido alguns seriados e provavelmente comentarei da série Outlander e da segunda temporada de Flash.

   Mas não foi para isso que vim escrever hoje, eu estava empenhado na nova história "Uma Mensagem de Socorro" quando decidi reler Ambiguidade. Um dos defeitos que possuo (e talvez a maioria dos escritores) é de se apaixonar pelo livro que escreveu. Eu li e reli Ambiguidade pelo menos cinco vezes antes de publicá-lo e lancei para a comunidade de leitores resenhar, criticar e apreciar. Tenho que agradecer a Jéssica Melo, Bruna Costabeber, minha colega Ana Teresa (uma das primeiras a ler o livro), Renata Dias e tantos outros anônimos que leram.

   Pois bem, eu sabia que os primeiros capítulos estavam prolixos, com repetição de ideias e mais algumas coisas, porém, ao reler descobri também falhas em conjugações verbais e aplicação do tempo verbal corretamente. E é por isso que agradeço aos leitores, que mesmo com essas minhas falhas se interessaram pela história e leram até o final.

   Ao iniciar uma releitura da obra decidi revisá-la também, estou corrigindo esses erros que encontro pelo caminho (podem existir outros que não tenha visto), eliminando as duplicidades e tentando reduzir a complexidade dos primeiros capítulos, além de dividi-los numa quantidade que não ultrapasse as 15 páginas, desde que seja possível fazer isso.

   Permaneço apaixonado pelo meu livro e é possível que minha nova revisão não saia tão limpa e mais clara como esperada, mas já é um avanço. Virá uma segunda edição de Ambiguidade e estou torcendo para que venha também outras novidades em breve. A capa dessa segunda edição será alterada e a primeira permanecerá ativa em alguns sites de venda.

   Ah! O mais importante! Ambiguidade terá uma sequência, um segundo livro...

   Espero em breve retomar a escrita de Uma Mensagem de Socorro, foi necessária uma pausa para organizar melhor as ideias para o livro e não escrever simplesmente o que vinha à mente. A história possui uma trama bem arquitetada, mas algumas passagens precisam ser bem elaboradas.

   Bem, é esse um dos motivos de minha ausência. Não deixem de me seguir no instagram!
   Até a próxima!

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Como classificar uma literatura erótica?

   Após uma escritora conterrânea, Renata Dias, me adicionar no Instagram e despertar em mim a curiosidade em conhecer suas obras, surgiu certa dúvida sobre como classificar uma produção literária como erótica (soft porn, hard porn ou algo assim). Numa rápida pesquisa virtual não encontrei nada que pudesse definir com clareza como separar uma literatura desse tipo, porém, achei uma classificação quanto a obras audiovisuais.

   Mas será que pode existir alguma correlação de classificação entre uma obra audiovisual e uma literária? Eu diria que o conceito implícito, sim, e veremos por que.

   A Classificação Indicativa é de competência da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) vinculada ao Ministério da Justiça e o documento pode ser encontrado aqui.

   Vamos ao que interessa então! A Classificação Indicativa é baseada em três critérios: Violência; Sexo e Nudez; e Drogas. Para cada indicação máxima etária que o indivíduo pode acessar aquele conteúdo existe um detalhamento do que pode ser exibido de acordo com os critérios.

   Eu acredito, que por existir uma narração e descrição numa obra literária, o que está escrito permite que o leitor crie em seu imaginário um cenário conforme o nível de detalhes que o autor produziu, sendo assim, é possível dizer que uma obra literária pode se encaixar em um conteúdo adulto e se classificar como erótico, soft porn ou algo parecido, ou então ser um livro mais genérico, caso os outros critérios abordados pela Classificação Indicativa seja respeitado.

   O que o Guia Prático diz quanto a sexo e nudez?
   
"A tendência é aplicada quando há cenas com nudez, de qualquer natureza, exposta de maneira não-erótica, dentro de um contexto científico, artístico ou cultural. EXEMPLO: Documentário mostra a realidade de uma tribo indígena onde as pessoas estão nuas."


   Podemos afirmar que a partir desse conceito, o Instagram ou Facebook não poderia censurar uma imagem de um aborígene nu publicado em suas redes sociais. No entanto, como são empresas de nível internacional e seu conteúdo é visível a qualquer pessoa no planeta (exceto na China, eu acho), outros países talvez possuam restrição quanto a publicação de conteúdos de seres humanos nus, mesmo que existindo um "contexto científico, artístico ou cultural".



"A tendência é aplicada quando há cenas com diálogos não estimulantes sobre sexo e que estejam dentro de contexto educativo ou informativo. EXEMPLO: Em escola, estudantes aprendem sobre o sistema reprodutor." 




   Não há muito o que falar, encontramos esse tipo de conteúdo em livros didáticos, tipo o de Ciências, no qual, em nosso aprendizado escola começamos a descobrir as diferenças do homem para a mulher, as suas especificidades nos sistema reprodutivo e como somos gerados.



Nessa classificação, há uma ampliação do que é permitido, separado de acordo com alguns critérios, sendo permitido:

- cenas com nudez sem a apresentação de nus frontais (pênis, vagina), seios e nádegas, ou seja, uma nudez "opaca" ou velada;

- quando é possível deduzir por diálogos, imagens e contextos, que a relação ocorreu, ocorrerá ou está acontecendo, sem que, contudo, seja possível visualizar ato sexual;

- quando há cena não explícita de masturbação;

- quando em diálogos, narrações ou cartelas gráficas se apresentem palavras chulas ou palavrões. São expressões ofensivas e vulgares relacionadas a sexo (incluindo órgãos sexuais) e excrementos;

- quando se apresentam diálogos, narrações ou cartelas gráficas sobre sexo, em qualquer contexto, sem que haja apresentação de vulgaridades, detalhamentos ou sem que o diálogo seja erótico ou estimulante;

- quando são apresentadas imagens ou sons de uma cena que tenha uma relação sexual farsesca, sem que haja o ato sexual em si;

   Enfim, é nessa idade que o adolescente deveria começar a conhecer e talvez falar palavrões relacionadas a sexo, porém, ele ainda não teria acesso a um nu frontal, não teria conhecimento preciso de como é um ato ou uma posição sexual, mas sim uma "insinuação" ainda.


Mais uma vez, temos uma ampliação do que é permitido:

- quando é apresentada cena em que sejam exibidos seios e/ou nádegas, mas não sejam exibidos os órgãos genitais;

- quando há imagens, diálogos e contextos eróticos, sensuais ou sexualmente estimulantes, como strip-teases, danças eróticas, diálogos estimulantes, provocações de caráter sexual;

- quando há imagens, diálogos ou contextos que apresentem a sexualidade de maneira vulgar;

   Vemos agora que o adolescente pode ter acesso a cenas envolvendo seios e até pode ser estimulado com provocações. Enfim, se for do sexo masculino, ele já deve ter descoberto seu órgão sexual e como é um bom estimulante para obtenção de prazer e calejamento das mãos.


- quando é possível visualizar pênis ou vagina;

-  quando é apresentada qualquer etapa do ato da prostituição: sedução/conquista, contratação, prática sexual ou pagamento e que apresente a naturalização, banalização ou enaltecimento da prática da prostituição;

- quando há cena com qualquer modalidade de sexo (vaginal, anal, oral) não explícita;


  Nessa classificação, o adolescente já pode ter conhecimento de toda a imagem nua do ser humano, as cenas de sexo podem existir (será mesmo?), porém, não explícita. O que isso quer dizer? O ato sexual pode ser visto e até insinuado o que está sendo prático (se sexo oral, vaginal ou anal), porém não pode ser apresentado os detalhes de forma explícita.

  Será que nos livros eróticos podemos classificá-los como adequados para adolescentes? Eu acredito que sim, talvez até os chamados "soft porns", se enquadrem aqui. E os rapazes e garotas, ávidos para se apaixonarem e também descobrindo sua sexualidade (entendam, sexualidade não quer dizer que estão perdendo a virgindade), se erotizando com determinados detalhes descritos nas páginas dos livros são devoradores desse tipo de literatura?

Por fim e não menos importante, a Classificação Indicativa ao qual estou enquadrado, mas não significa que meus livros escritos devam ser exclusivos para esse público, tudo dependerá do nível de detalhes do conteúdo erótico que eu estiver produzindo.

- quando há apresentação de relação sexual explícita, de qualquer natureza, inclusive masturbação, com reações realistas dos personagens participantes do ato sexual. Necessariamente, são apresentados os órgãos sexuais. Não é utilizado somente em cenas de pornografia;

-  quando há cenas de sexo com incesto (apresentação de cenas de sexo ou relações erótico-afetivas entre parentes de primeiro grau ou correlatos, como pai, mãe, irmão, padrasto, enteado etc.), orgias, swing e fetiches;

   Espera aí! Se existir alguma cena de sexo envolvendo fetiches, orgias e incesto é claro que o conteúdo impreterivelmente deverá ser adulto e talvez por conta disso muitos "sof porns" escritos deixam de ter o publico adolescente como aceitável por que em seu conteúdo tem algo correlacionado a fetiches.

   Então, ao escrever um conteúdo erótico, a depender da história e da criatividade em nossas mentes podemos moldar uma história mais branda e alcançar o público adolescente de 16 anos sem "ferir" a Classificação Indicativa, ou até mesmo, se um dia a obra se tornar um filme (e acredito que muitos autores sonham com isso), ele não necessitará de ser podado para atingir um público maior, ao invés de ficar restrito à classificação de 18 anos.

  Até a próxima!


sábado, 5 de março de 2016

Lançamento: Segundo volume de Chapada: A Consolidação do Amor

   Agora é oficial! Apesar de já estar pronto e publicado há algum tempo, eu estava procurando o momento certo para lançá-lo oficialmente.

   
   Chapada Volume II - A Consolidação do Amor

   Autor: Eulálio Hereda

   Gênero: Romance

   Versão impressa: Clube de Autores

   Versão digital: Kobo |  Amazon




   Sinopse:
   Após passar alguns dias ao lado da cantora Pérola, Artur retoma sua rotina acreditando que o romance entre eles não seguiria adiante por conta de suas diferenças sociais, mas não é o que acontece. Em paralelo ao romance dos dois, conflitos são gerados e a investigação para encontrar os sequestradores de Pérola prossegue suspeitando que Artur é um dos integrantes da quadrilha.
 

terça-feira, 1 de março de 2016

Qual a real necessidade de escrever?

   
   Sempre quando vou à uma livraria fico pegando nas diversas publicações para ver a produção da capa, a quantidade de páginas, diagramação utilizada na formatação dos parágrafos, se os capítulos se iniciam pelas páginas ímpares e até mesmo se há ilustrações. Minha última curiosidade foi procurar como são as capas de séries e trilogias, se possuem as mesmas cores, formatos, etc.
   
   Me deparei então com um livro de Nora Roberts e fui ler um pouco sobre sua história. Fiquei impressionado, pois ela possui mais de 200 "best-sellers" românticos publicados, é muito sucesso de venda e muita publicação também. Para quem começou a carreira em 1979, podemos afirmar que já são 37 anos escrevendo livros, multiplicados por 365 dias por ano e dividindo por 200 livros, temos uma média de um livro escrito a cada 67,5 dias!


   Tudo bem, vamos ampliar essa estatística, tipo, se um livro possui em média 350 páginas podemos dizer que ela escrevia algo em torno de 5 páginas por dia ininterruptamente até que o livro estivesse pronto. É um valor aceitável? Sim, é um valor aceitável! Para minha surpresa, que muitas vezes consigo produzir dez páginas ou mais num dia só, e ainda trabalhando, 5 páginas por dia é um número aceitável.

   Mas por que a minha surpresa? eu achei a quantidade de "best-sellers" muito grande para uma única autora. Mais de 200 livros publicados! Comparativamente, Jorge Amado possui apenas 37 livros em toda sua carreira, João Ubaldo Ribeiro 22, Luís Fernando Veríssimo possui aproximadamente 80 publicações. Juntando apenas essas três cabeças, não somam a quantidade impressionante de Nora Roberts.

   A indústria do livro nos Estados Unidos impressiona com esses números. Poderia julgar que a autora, inclusive, não possui outra ocupação a não ser escrever seus sucessos de venda, enquanto nós, meros plebeus ficamos sonhando um dia com o primeiro sucesso. Isso também me faz despertar um grande interesse em valorizar os autores brasileiros, encontrar aqueles talentos que estão por aí escondidos e que precisam de reconhecimento para manter a chama da esperança viva.

   Não é uma radicalização, não é isso. Mas é importante alternar entre leituras de "best-sellers" internacionais dar uma fuçada em algum autor nacional e valorizá-lo também, talvez até mesmo reduzindo a desproporção entre livros estrangeiros lidos. O que acham da proposta?


O resultado de dois dias gratuitos no site Amazon

   Como sempre, tenho procurado formas de promover meus livros e descobri que no site da Amazon é possível criar uma promoção para as publicações próprias. Devem existir inúmeros tutoriais explicando como fazer isso, mas enfim, não serei o melhor, mas tentarei explicar. Após o livro cadastrado e publicado no Kindle Direct Publishing (KDP), basta ir na sessão Biblioteca, selecionar a obra que deseja realizar promoção e clicar no botão "Promover e Anunciar".

   Feito isso, é necessário selecionar a opção de "Promoção de livro gratuito" caso seu livro esteja disponibilizado na versão brasileira do site da Amazon (www.amazon.com.br) e foi essa opção que utilizei.


   No passo seguinte, basta definir a data de início e término da promoção, sendo que a Amazon disponibiliza no máximo cinco dias para que seu livro permaneça gratuito em seu site.

    Como eu lancei o segundo volume de Chapada (e ainda não fiz a divulgação), decidi lançar promocionalmente nos dois últimos dias de fevereiro o primeiro volume gratuitamente no site da Amazon e fiz a divulgação utilizando o instagram, facebook e Whatsapp. Deixei o blog e e-mail para fazer um outro teste em breve, estou analisando a permeabilidade das redes sociais.

   Vamos ao resultado! No primeiro dia de divulgação gratuita dez pessoas fizeram sua aquisição e no segundo oito, totalizando 18 downloads realizados por quem viu a promoção nas redes sociais ou até mesmo no site da Amazon. A princípio considerei um número baixo por ter sido gratuito, mas enfim, estou contando que uma parcela dessas pessoas que baixaram se deem ao prazer de ler o primeiro volume.


   O mais interessante foi ver o livro Chapada figurar no primeiro lugar entre os livros gratuitos mais baixados no período, considerando a seção de "Ação e Aventura", mesmo tendo apenas 18 downloads, na seção "Geral" infelizmente não alcançou a marca dos "100 mais baixados".


   Bem, é isso que queria mostrar a vocês. Até a próxima!


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A capa já está pronta de Chapada - Volume II


   Pois é minha gente! Enquanto estou fazendo a revisão do livro, minha esposa decidiu dar uma ajuda e produziu a capa da continuação do livro Chapada. O subtítulo ficou definido como "A Consolidação do Amor". Em breve o livro estará nas principais livrarias que vendem e-books.


   Eu gostei da produção, dei algumas sugestões para que se chegasse à esse resultado, mas todo o trabalho foi dela, de Eva Costa. Enfim, para quem não leu ainda o primeiro volume, se adiante para não perder a continuação.

   Até a próxima!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Concluindo o segundo volume de Chapada


   Nesse último fim de semana (21/02/16) encerrei o segundo volume da continuação de Chapada. Seria simples sua publicação se não existissem outras etapas a serem concluídas. Já escrevo no formato A5, utilizo o estilo personalizado para identificar os títulos e isso automatiza a criação do índice, já deixo a quantidade de páginas para contracapa, dedicatória e índice, coisas desse tipo. Mas o que falta?

   Além do corretor ortográfico automático do Word, eu leio e releio o livro pelo menos duas vezes antes de ter a certeza de publicá-lo. Na primeira leitura eu tenho que me apaixonar pelo que escrevi, parece até meio narcisista isso, mas sem alguém para revisar minhas obras tenho que ser meu próprio crítico. Nessa fase procuro por erros gramaticais, tempos verbais, ortográficos e procuro me identificar com o que escrevi. Por vezes passo direto por algum parágrafo ou página quando não consigo corrigir ou entender aquilo que está escrito.

   Na releitura, eu procuro me desapegar da minha identidade com o livro e começo a verificar a parte da temporalidade da história, as correlações com os personagens e se algo que foi escrito lá atrás não está em conflito com o que está mais adiante. Quando chego naqueles trechos que não consegui corrigir, se ainda estiver causando uma má impressão, eu paro e dou atenção especial para dar uma forma mais apresentável.

   Depois disso eu configuro o modo tradicional de iniciar os capítulos pelas páginas ímpares, verifico a possibilidade de inserir alguma imagem, se é necessário inserir ou retirar alguma nota de rodapé, coisas assim. É claro que podem existir alguns erros, de digitação ou gramatical principalmente, mas tenho visto que eles são toleráveis e estão dentro de uma margem aceitável de erro. Se encontrar algum em uma de minhas obras, por favor me avise que corrijo de imediato.

   Livro concluído, falta apenas a capa e inseri-lo nos principais meios de divulgação gratuita.

   Até a próxima!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Dialogando um pouco sobre a continuação de Chapada

   O subtítulo do livro ainda estou definindo. Enquanto no primeiro volume houve a "descoberta" de uma paixão, no segundo, tudo começa a (ou parece que vai) fluir. As dificuldades provocadas pela distância entre Pérola (São Paulo) e Artur (Salvador) começam a serem contornadas. Pérola aproveita os dias de folga para visitar seu amado e convence-o a acompanhá-la nos shows aos fins de semana. De alguma forma, eles decidem manter esse relacionamento em segredo do público. Existe um foco também na investigação, policiais saem em busca de pistas para encontrar os sequestradores e a cada passo vão descobrindo que algumas delas foram apagadas propositalmente para dificultar a relação entre os integrantes do sequestro.


    A investigação também começa a analisar Artur e descobre que ele viajou e esteve nos mesmo lugares que Pérola após o sequestro (isso ocorreu no primeiro volume), passando a ser tratado também como suspeito e acompanhado de perto pelos policiais. Já escrevi um pouco mais de 90 páginas deste segundo volume, me aproximando da metade do livro. Mas e o que tem ainda para acontecer? Pérola decide revelar seu relacionamento para o público, a presença de Artur acompanhando a banda e os shows provoca um conflito no relacionamento de ambos, entre ciúmes de músicos e aborrecimentos a carreira dela pode ficar comprometida ou até mesmo ter que fazer uma escolha: desistir de seu relacionamento com Artur.

   Como minha colega descreveu anteriormente ao ler o primeiro volume, existe muito a ser explorado nessa história e estou aproveitando ao máximo essa minha fase criativa para desenvolver a história, mas claro, mantendo uma lógica e uma linha fechada de pensamento. Em breve tecerei mais comentários.

Abraços!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Falando um pouco sobre Chapada - A Descoberta de Uma Paixão

      Chapada partiu de uma mistura de tantas ideias, eu ficava imaginando situações em que uma pessoa famosa (mulher, invariavelmente) ficasse perdida num lugar desconhecido e sem ter em quem confiar. Salvador permanecia como cenário na minha imaginação, mas como ela ficaria perdida numa cidade? Surgiu então a próxima ideia: um sequestro! Essa famosa seria resgatada de um sequestro e teria que confiar num desconhecido para sair da zona de perigo e conseguir contato com a sua produtora.
     

   Hum, isso soa com algo parecido. Quem assistiu ao filme Um Lugar Chamado Notting Hill encontrará semelhanças com a minha criação, só que a personagem Anna Scott (Julia Roberts) estaria em perigo e não fazendo apenas uma visita inesperada a uma livraria. Sim, mas e aí? Como surgiria a relação entre os personagens? Eu já pensava em algo para isso, eles teriam que passar pelo menos um dia inteiro juntos para que pudesse rolar certa afinidade.
   
   E essa ideia ficava me cutucando mentalmente enquanto escrevia Ambiguidade, cheguei a cogitar em inserir algo parecido no meio do contexto, porém, seria desperdiçar duas histórias para criar apenas uma. Deixei a criatividade de Ambiguidade fluir para só depois retomar as novas ideias. E isso foi benéfico!

   Tenho um vizinho que além de amigo é também aventureiro e por acaso ele estava mostrando umas fotos de um rapel que fez numa das cachoeiras na região baiana da Chapada da Diamantina. Sempre conversamos sobre sessões de aventura, coisas do tipo acampar, fazer pesca com mergulho, trilhas de moto e 4X4, caçar, rapel, etc. Ele possui literalmente o espírito aventureiro. Como nada é por acaso, nesse período estava ocorrendo uma apresentação de jazz na região da Chapada que também é famosa por ter o Festival de Inverno de Lençóis.

   Minha mente criativa começou a trabalhar: uma personagem famosa em situação de risco, poderia ser sequestrada e levada para um cativeiro dentro da mata. Hum, pode ser uma cantora, que estava a caminho de Lençóis para se apresentar no Festival de Inverno! Pronto, uma parte da história já estava formada.

   Mas, e a outra parte? Já estava mais do que lógico! Me basearia nas conversas que tive com meu vizinho aventureiro para descrever o personagem que salvaria a cantora, Pérola, das mãos dos sequestradores. Se tornaria muito fantasioso imaginar que um único homem seria capaz de enfrentar um grupo armado e bem estruturado. Para que a situação ideal fosse criada, Pérola consegue escapar do cativeiro por conta do vacilo de um dos sequestradores, mas acaba se machucando e caindo desacordada no meio da mata.

   Artur, o personagem aventureiro e herói da história, por um acaso do destino aproveitou seus dias de férias para realizar uma trilha de aproximadamente uma semana por entre as matas da Chapada da Diamantina e num determinado dia acaba encontrando o corpo de Pérola desacordada e ferida. Inicia-se o processo de resgate de Pérola e num determinado momento ela desperta, se deparando com o seu salvador.

   Esse período em que estiveram no meio da mata, inconscientemente, acaba criando um laço afetivo entre os dois. Uma linha paralela na história é criada: uma investigação para tentar encontrar os sequestradores ao mesmo tempo em que Pérola estava fugindo com Artur por dentro da mata. Desfechos inesperados acontecem, o dinheiro do resgate é pago e desaparece junto com os sequestradores, Artur é tratado como suspeito e Pérola se torna a peça chave para libertá-lo, porém, por motivos diversos seus equipamentos desaparecem.

   Uma colega de trabalho já leu o livro e percebeu que criei situações que dão brechas para escrever mais dois ou três livros com a continuação dessa história. Pérola retorna à civilização e Artur volta à sua vida simples, enquanto o produtor de Pérola, Roberto, se encarrega de recompensar Artur por ter salvado sua cantora. Não bastava apenas a recompensa, Pérola se sentia isolada, sem ter em quem confiar enquanto se recuperava dos ferimentos e de uma perna quebrada. Ela então busca o contato de Artur e começa a estabelecer uma conversa via celular (Whatsapp) e não sei se é novidade no mundo dos livros, em pelo menos duas páginas eu inseri imagens simulando uma conversa por um aplicativo:

   Talvez essa imagem represente o início do relacionamento entre Pérola e Artur, que por vezes se desencontravam na conversa. Um enviava a mensagem e aguardava ansioso pela resposta do outro, o que vinha a acontecer no dia seguinte. Em outro momento, era tanto assunto para conversar que as mensagens vinham desencontradas. A relação entre eles evoluía até Pérola sugerir que Artur viajasse para ver um de seus shows, mesmo com a perna quebrada, tudo sendo bancado pela produção.

   


   Enfim, de alguma forma eles começam a entender que se não houvesse o sequestro nunca teriam se conhecido, que há males que possam vir para o bem e Artur acabou se tornando o confidente e amor de Pérola, com alguns percalços é claro. Existe muito mais na história que não foi contado.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Download para leitura gratuita do livro Ambiguidade

   Pode parecer loucura, mas estou aqui para testar. Num pensamento minimalista, obter lucro com a venda de livros para um escritor iniciante é bastante utópico. É preciso ter muita sorte em encontrar uma editora que goste de sua publicação, que acredite e invista em você. Pesquisei diversas editoras, obtive algumas respostas e a maioria delas vinham com uma proposta para que eu investisse com uma contrapartida financeira além do material intelectual que desprendi tempo para produzi-lo. Não possuo o menor valor solicitado que uma delas me ofereceu para produzissem um de minhas obras e por isso decidi por buscar uma iniciativa que não tivesse esse custo, acabei encontrando o Clube de Autores.

   Mesmo assim, existem outras etapas além de escrever um livro que já discuti em outro post. Após seis meses de publicado o primeiro livro, a única renda que obtive foi revendendo as impressões que adquiri em pequena quantidade para esse propósito. Não alcancei um resultado significativo e ainda não compensou o investimento de ter me cadastrado como editor autor na Biblioteca Nacional e obter o número de ISBN para o livro publicado. Se tivesse investido na produção de uma capa e revisão, o prejuízo acabaria sendo pior.

   Não desejo que meu livro fique parado, esquecido no tempo com poucos leitores. Gosto de receber críticas, absorver os comentários positivos como elogio e os negativos como forma de refletir e reconsiderar se o que escrevi pode ser mudado ou não. Dessa forma surgiu a loucura de esquecer qualquer lucro que pudesse receber com a venda de e-books e resolvi deixar os links para download dos livros na versão epub e pdf para quem quiser ler.

Links (links para baixar a partir do onedrive):

Ambiguidade - epub - PDF

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Chapada - A descoberta de uma Paixão - Volume 1

Chegou na segunda-feira, porém não acompanhei o rastreamento da encomenda e o porteiro não me avisou. Somente na terça que pude pegar e ver que chegaram os dois livros que escrevi após Ambiguidade: A Forma Abstrata de se Curtir a Vida e Chapada. Mas vamos falar do segundo livro.
Por vezes temos um estalo mental quanto a determinado assunto. Enquanto eu reescrevia A Forma Abstrata comecei a resgatar uma ideia antiga: uma história em que uma cantora fosse sequestrada e um desconhecido fosse capaz de resgatá-la do perigo. Era um norte, mas precisava de mais algo para rechear as páginas. Após ver as fotos de um vizinho se aventurando pela Chapada da Diamantina e perceber que no mesmo período ocorreu o Festival de Inverno de Lençóis, comecei a definir melhor a linha a ser seguida do sequestro e do resgate.
Semelhante a Ambiguidade, comecei a imaginar uma história pequena e depois percebi que se tornaria grande. Um romance entre os personagens principais se forma, a distância física, a diferença de profissões e social entre eles pode formar um conflito para o relacionamento e provocar uma crise, o desenlace da investigação policial sobre os mandantes e participantes do sequestro é algo a ser explorado, a crise na banda por conta da presença de um estranho acompanhando a cantora e mais outras coisas podem ser escritas nos próximos volumes...
Mas como tudo isso começou a ser estruturado? Não sei se comentei em posts anteriores, mas atualmente eu penso num livro já definindo o início, o meio e o fim. A minha formação em engenharia ajudou a traçar uma linha de fluxo, como se a história fosse um sistema produtivo. As entradas seriam os personagem principais e as etapas de cada processo como se fossem capítulos ou passagens na história que deveriam acontecer até chegar ao final que seria a última pontuação da última página do último volume.
É prazeroso escrever, é como participar de um filmes só que você está definindo que rumo aquela trama seguirá e qual o fim perfeito para ti. O final eu ainda deixei em aberto e diferente de Ambiguidade que foi escrito em um volume único, Chapada poderei absorver as críticas e a cada nova tiragem comparar se o que defini como linha central da história está agradando aos leitores e assim acatar ou não algumas pequenas alterações.

Boa leitura!