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domingo, 26 de março de 2017

Sessão NETFLIX: Em breve, Os Defensores



Primeiro veio Matt Murdock, um personagem em conflito com suas crenças, implacável na luta pelo senso de justiça, que foi comparado a um demônio e decide assumir essa identidade, o DareDevil, ou para nós, o Demolidor e suas duas temporadas.
Veio uma investigadora por demanda que lida com conflitos internos e se embriagando. Dona de um poder escomunal, precisa lidar com o fantasma de seu passado, um inimigo capaz de controlar as mentes e obrigá-los a fazer coisas inimagináveis, Killgrave.
É em Jéssica Jones que conhecemos Luke Cage, um negro forte à sua altura que possui uma pele impenetrável. Não demorou para sair uma temporada somente sua, explicando suas origens e seus conflitos. Por mais que ele seja indestrutível, Luke Cage é incapaz de proteger quem está ao seu redor quando o perigo se aproxima. Punido por um crime que não cometeu, ele é perseguido pela polícia e precisa cumprir uma pena na detenção.
Por último, nos deparamos com um filho de um grande empresário, cuja família sofreu um acidente de avião, acolhido por monges e treinado na arte da guerra, ele se torna O Punho de Ferro. Inicialmente imaturo, o seriado dedicado ao último defensor por vezes patina e torna lenta a criação do herói, talvez o motivo seja claro, ele precisa crescer e descobrir que mesmo sendo predestinado a combater e eliminar o Tentáculo, uma organização criminosa, não basta apenas possuir a força do Punho de Ferro, mas também outras características.
Que venha Os Defensores, agrupando esses quatro heróis, além da Enfermeira da Noite, Claire Temple, a mulher que salvou Demolidor na primeira temporada, Luke Cage em Jéssica Jones e no seu próprio seriado, além de reaparecer e ter um papel mais ativo em Punho de Ferro.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Sessão NETFLIX: Orphan Black

Ainda estamos na terceira temporada deste seriado, Orphan Black não cativou de início por existir alguns trechos que me pareceram inverossímeis demais. Tudo bem, é uma ficção, algumas coisas podem não ser tão reais assim, mas foi algo que me incomodou. Mas a trama não é cheia de enrolações, ela vai direto ao assunto, sempre com uma novidade a cada capítulo e então me conquistou.


A história se inicia com Sarah (a primeira da foto) numa estação de trem (ou metrô) e nota uma mulher idêntica a ela que comete um suicídio. Sendo perseguida por um traficante e com pendências na polícia, Sarah rouba a bolsa de sua clone e decide usar sua identidade. A princípio tudo fica um mistério e leva a crer que Sarah possuía uma irmã gêmea.


Sarah foi uma órfã adotada por uma mulher (Senhora S) e possui também um irmão adotivo gay (Félix). Seu passado é nebuloso e desconhecido, não era possível descobrir que em algum momento ela possuía uma irmã gêmea. Logo no primeiro episódio, Sarah descobre que sua irmã (clone) era uma detetive e as coisas se complicam.

Mais alguns episódios e outras irmãs (clones) são revelados, a curiosidade nos prende a atenção para descobrir as razões delas existirem e se tem outras "Sarah" espalhadas pelo mundo.

Claro que não irei revelar, mas como já disse, o seriado não fica de embromação, só a primeira temporada que encerrou com uma nítida ponta solta e me deixou desesperado para assistir a segunda temporada. Para nossa sorte, temos quatro temporadas disponíveis na NETFLIX.

Então, está perdendo o quê? Vá lá fazer sua maratona de seriados!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Sessão Filmes: Meu amigo, o dragão.

   Semelhante ao que aconteceu com Malévola e tantos outros clássicos que estão sendo refilmados para um padrão mais atual e com qualidades gráficas excelentes, Meu Amigo, o Dragão não é diferente. Existe uma obra datada de 1977 com o mesmo título e retrata a história de Pete, uma criança que se cansou dos abusos sofridos em casa e decidiu fugir com seu melhor amigo, o Dragão Elliot.

   Na filmagem de 2016, disponível para aluguel no Microsoft Filmes, Google Play e outros sistemas de venda de filmes online, Pete sofre um acidente de carro com seus pais, os quais não sobrevivem. Assustado e isolado numa estrada próximo de uma floresta, Pete acaba conhecendo um dragão verde, o qual decide chamá-lo de Elliot.

   O dragão se assemelha bastante com o monstro de Uma história sem fim.
   Passaram-se seis anos da vida de Pete e Elliot juntos na floresta sem contato humano até que ele conhece uma guarda florestal, Grace, e subtrai dos objetos dela uma bússola. A curiosidade de Pete foi tamanha que acabou conhecendo outras pessoas e levado para a cidade.

   Elliot, acostumado com a presença de Pete, vai à sua procura e acaba se deparando com empreiteiros que extraíam árvores da floresta, os quais decidem caçá-lo. A história é emocionante e tudo indica que não possui muito do enredo original de 1977. Os efeitos visuais são majestosos, dignos dos filmes atuais da Disney, o que qualquer criança e adulto com coração de criança gosta de ver.

   Enfim, funcionários da empreiteira conseguem capturar Elliot e numa ação desesperada, Pete e seus amigos farão de tudo para libertar o dragão das mãos humanas, fazendo com que ele retornasse à floresta.

Dragão do filme Uma História sem Fim
   Fica um ponto de reflexão, liberado o dragão, como se tornaria a vida de Pete e Elliot? Eles não poderiam mais se esconder na mesma floresta e Pete já estava se enturmando com Grace e sua família. Que destino eles tomariam juntos? Vale à pena assistir ao filme, principalmente na companhia de uma criança!

Sessão Filmes: Tempo de Despertar

   Tempo de Despertar é uma produção de 1990 que trás no elenco Robert De Niro, interpretando o personagem Leonardo e Robin Willians, como o neurologista Malcolm Sayer. Baseado em fatos reais, o filme retrata uma passagem da vida de Oliver Sacks, numa ala de um hospital psiquiátrico no Bronx.

  
   Malcolm Sayer (Williams), após aceitar o trabalho num hospital psiquiátrico, observa uma capacidade de reação em uma paciente em estado catatônico, aparentemente sem expressão alguma e com o corpo enrijecido, a paciente apresenta alguns reflexos que faz com que Malcom se aprofunde mais no diagnóstico e possível solução para o problema.

   O ano é 1969 e presume-se que nesse período a medicina ainda se valia da observação e de análises mediante algumas informações empíricas. Malcolm consegue identificar outros pacientes na mesma condição e prognóstico, muitos tiveram um quadro grave de encefalite e definharam seu estado neural até o ponto vegetativo.

   A partir de uma apresentação de uma droga sintética (L-DOPA) indicada para pacientes com Mal de Parkinson, Malcolm consegue apoio do hospital para iniciar a administração desse medicamento em um único paciente. O escolhido foi Leonard (De Niro), sua interpretação como um paciente catatônico e em seguida, recuperando seu estado de consciência normal é magnífico.


   Com esse resultado animador, Malcolm consegue ajuda dos provedores do hospital psiquiátrico para efetuar a dosagem do mesmo medicamento nos demais pacientes com similaridade no diagnóstico e o resultado é que todos "despertam" de seu estado catatônico, sendo que alguns estavam há mais de vinte assim, perderam esposos, se divorciaram, perderam parentes, seus cabelos embranqueceram, etc.

   O filme é emocionante e por ser baseado em fatos reais se torna um drama. Por ser um filme de 26 anos atrás não tira o brilho dele. Muitas vezes fica o questionamento se a medicina e a neurologia não avançou tecnologicamente para resolver problemas desse tipo e outros. A resposta já sabemos, o cérebro humano ainda é algo indecifrável pela ciência e nem todas as respostas e medicamentos estão disponíveis para resolver todas essas doenças que vemos. 

domingo, 13 de novembro de 2016

Sessão NETFLIX: A Série Outlander

   Não dá para falar dessa série sem antes comentar sobre a autora Diana Gabaldon, uma americana nascida em 1952, professora e pesquisadora em ciência comportamental simplesmente decidiu escrever um romance apenas para aprender a fazê-lo, estava mais familiarizada com fatos históricos e decidiu escrever um romance histórico, que por incrível que pareça deu origem a uma série A Viajante do Tempo com 8, isso mesmo, oito livros.



   Eu não li os livros, mas me surpreendi pela qualidade do seriado, que possui uma classificação de quase cinco estrelas completas no NETFLIX. Outlander conta a história de Claire Randall, uma enfermeira que atuou na II Guerra Mundial e após o final dos conflitos reencontra seu marido Frank Randall para uma segunda lua de mel na Escócia, lugar escolhido por ele, que é um historiador e queria pesquisar sobre seu antepassado Jack Randall.



   Por entre o misticismo da Highland que eles estavam, Claire acaba sendo transportada para o passado, em 1743, quando os escoceses estavam em conflito com o domínio inglês. Ela acaba encontrando o sagaz Black Jack, o antepassado de seu marido, inimigo dos escoceses e acaba sendo inimigo dela também. Para sobreviver, Claire acaba sendo acolhida pelos highlanders escoceses e se envolvendo com Jamie Fraser.



   Poderia tecer algumas críticas em relação ao ponto de vista feminista dado pela autora e que deve ter sido reproduzido fielmente no seriado, mas as locações, as cenas e o seriado em si supera qualquer comentário contra. Embora não esteja disponível no NETFLIX, a segunda temporada já passou nos canais pagos e estou torcendo para que em breve entre no catálogo da NETFLIX.

   Cada episódio possui duração aproximada de uma hora e quando termina, deixa aquele gostinho de quero mais. Recomendadíssimo não apenas por mim, mas pela própria avaliação que o seriado possui.

Sessão NETFLIX: Jadotville

   Mais precisamente, O Cerco a Jadotville (Jadouviele numa tradução abrasileirada) retrata uma ação desastrosa da ONU (Organização das Nações Unidas) de enviar forças de paz para a República do Congo após o Primeiro Ministro ter sido assassinado e o país tomado por um golpe militar. O objetivo da ONU era sufocar os militantes do Congo e depor o militarismo.



   O que há por trás do contexto do envio de tropas a esse país africano? O ano era 1961 em plena Guerra Fria e o Congo possui jazidas de cobalto e urânio, importantes para a industria militar (o urânio enriquecido do Congo foi responsável pela produção da bomba de Hiroshima, segundo o filme). Portanto, a ONU precisava garantir um governo que não atendesse unicamente aos EUA ou à União Soviética.

Foto original dos soldados em Jadotville


   As tropas de paz da ONU eram mal-vistas pelo povo congolês, além disso, donos de mineradoras contrataram mercenários Franceses e Belgas para atender aos interesses do do ditador do país. O terreno era altamente hostil e após uma ação desastrosa da ONU numa rádio de Katanga, onde 30 civis morreram pelo ataque de soldados da força de paz, o ditador do Congo exigiu uma ofensiva em Jadotville.



   Em Jadotville há um grupamento de 150 soldados irlandeses enviados à região para defender estrategicamente essa localização e após o ataque em Katanga passaram a sofrer incursões militares chefiados pelos mercenários e com apoio de ataques aéreos. A Irlanda é um país que nunca se envolveu numa batalha e possui a característica de um país neutro, portanto, seus soldados enviados à Jadotville foram subestimados pelos mercenários e pelas tropas de Congo.



   A ação é sufocante, os soldados irlandeses resistiram como puderam, rechaçaram várias investidas dos mercenários até ficarem sem munição e sem apoio da ONU. A NETFLIX ousou ao retratar uma batalha que foi tratada por décadas como vergonhosa pela Irlanda, a qual não reconheceu seus soldados como heróis e que todos os 150 retornaram com vida após resistirem com os poucos recursos que possuíam.

   O filme merece a avaliação de mais de quatro estrelas no NETFLIX.

domingo, 7 de agosto de 2016

Sessão NETFLIX: MAD MEN - A Série Completa

   
   Já fazia certo tempo que via essa série disponível no NETFLIX e bastante elogios quanto à sua qualidade, principalmente por retratar com bastante fidelidade a década de 50 à 70 com fatos históricos. Foi quando concluímos SHERLOCK (com Benedict Cumberbatch) e decidimos dar uma chance à esta série.

   Inicialmente a série choca pela forma como os homens à época não sabiam muito bem sobre os desejos e anseios da mulher e achavam que bastava dar um fogão colorido de presente que ela iria gostar. O nome da série remete aos homens da avenida Madison, daí o MAD e o MEN.


      Jon Hamm encara o desafio (e com maestria) de interpretar Don Draper, um publicitário bastante criativo que trabalha na empresa Sterling & Cooper. Acompanhamos seus passos nos mais íntimos lugares, desde o relacionamento com sua família, que mora numa região periférica de Nova Iorque, com sua esposa e dois filhos, até suas visitas às amantes durante o horário do expediente. Em seu escritório há um bar com bebidas, um sofá que geralmente serve de cama, em sua gaveta da mesa abriga inúmeras camisas novas para serem trocadas pelas usadas e suadas.



   Elizabeth Moss encara o desafio de interpretar Peggy Olson, uma secretário recém contratada que percebe na Sterling & Cooper que deveria ser um pouco mais que isso, seu desafio era servir a Don Draper, chegando a seduzi-lo, no entanto, ele renega a oferta. No escritório novos personagens chegam para compor o quadro de funcionários e foi com Peter Campbel que ela acaba se relacionando sexualmente. Infelizmente, após a segunda temporada, sem saber ao certo por que engordou tanto e se sentia mal, Peggy descobre uma gravidez indesejada.




   Vincent Kartheiser interpreta o dito cujo, Peter Campbel, filho de uma família tradicional e rica que não aceita que ele se torne publicitário, principalmente por que seu pai, um advogado, o queria como herdeiro de seu escritório. Completamente egoísta e atrapalhado, nas primeiras temporadas Peter bate de frente com Don Draper até quase ser despedido e depois descobrir um segredo que poderia acabar por completo a carreira de Don.




   John Slattery, você já deve ter visto ele recentemente em Capitão América - Guerra Civil, ele encara o personagem Roger Sterling um dos sócios da Sterling & Cooper, o qual herdou a companhia de seu pai. Ele é um bon vivant, apesar de ser casado, trai seu relacionamento com sua secretária chefe, Joan Holloway. Mais adiante descobrimos que a maior característica de Sterling é ser um relações públicas para levar os donos de empresas interessados em publicidade para restaurantes requintados e prostíbulos.




   O seriado não possui um ritmo frenético, mais se assemelha a uma novela com uma trama envolvente, deixando o expectador apreensivo com as escapulidas de Don Draper e Roger Sterling, além do conflito entre Don e Peter Campbel. Seria spolier demais sair contando como cada temporada se desenvolve, no entanto existem alguns fatos marcantes, como quando Don se torna sócio minoritário da Sterling & Cooper quando ele recebe uma oferta maior de uma empresa de publicidade maior. Para substituir seu posto, entra um novo personagem que acaba desagradando Peter Campbel, o qual via como oportunidade de crescimento ocupar a função de Don.

   Herman "Duck" Philipis assume o posto de Don Drapper com a difícil missão de conseguir novos contratos. Mas não é o que acontece, após um desastre aéreo envolvendo a American Airlines, ele consegue uma chance de conseguir um contrato de publicidade com ela para apagar a imagem do desastre e envolve Peter Campbel, o qual estava intimamente ligado ao acidente por ter perdido um parente no mesmo. A vinda da American Airlines para a Sterling & Cooper gerava um conflito de interesses com outra companhia aérea e Don Drapper teve a difícil missão de dar a notícia do cancelamento do contrato. Acontece que a passagem de Duck Philips foi um fracasso e para não perder o emprego, ele consegue promover a venda da Sterling & Cooper para uma empresa inglesa de publicidade que tinha interesse de entrar no mercado americano.

   A Sterling & Cooper então foi comprada e entrou um personagem carrasco para as contas da empresa, Lane Price (Jared Harris) era um braço de ferro da matriz inglesa e gerenciava com rigor as contas, promoveu cortes e adequou bastante o escritório para uma nova metodologia de trabalho.

   O sucesso de Lane Price fez com que a matriz inglesa não fosse apenas vendida, como também vendesse a Sterling & Cooper, provocando uma enorme apreensão nos sócios, que não queriam ser vendidos para uma empresa concorrente. Prince também estava descontente, pois, desejava muito retornar à Inglaterra, principalmente por conta de sua esposa, que não havia se habituado com a cultura americana. Com uma boa saída de Don Draper, os sócios conseguem quebrar o protocolo e saem da empresa para fundar uma nova, dessa vez com os nomes de Draper, Price e Campbel.

   Da dependência alcoólica, excesso de fumo, traições, separações, novos casamentos, a comoção pela morte de Kenedy, a revolta pela morte de Malcom X, a ascensão de Muhamad Ali, a ida do homem à lua, o surgimento dos Rolling Stones, dos Beatles e tantos outros eventos históricos são retratados no seriado.

   O seriado é composto de sete temporadas e digo que vale à pena desprender alguns minutos de atenção para assisti-lo. Se já possui assinatura da NETFLIX, não perca tempo, vá lá e comece a assistir. Depois deixe seu comentário aqui!

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Sessão NETFLIX: Beast of No Nation



   Para quem já teve estômago para assistir a filmes como Hotel Ruanda, e até mesmo Horas de Desespero, Beast of no Nation traz de volta a temática de conflitos entre povos africanos em regiões muito próximas.

  O filme é narrado pelo garoto Agu, o protagonista. A história inicial é bonita: garotos extremamente espertos, criativos e brincalhões, vivem num vilarejo protegido por soldados da ONU. Eles também recebem refugiados de um conflito num vilarejo próximo.

   O pai de Agu se mostra solidário com os refugiados. Ele abandona a profissão de professor e oferece parte de suas terras para construir abrigos para os refugiados. Apesar das condições precárias e completamente decadente, a população local vivia com poucos recursos que possuía e dividia entre si.

   Ainda havia alegria nesse vilarejo.

   O conflito armado se estende a decisões políticas e o vilarejo é comunicado que deixaria de ter proteção da ONU. Desesperadamente, o pai de Agu procura tirar sua esposa e os dois filhos mais jovens de lá, no entanto, só consegue passagem para ela e uma filha menor. Agu e o irmão permanecem ao lado do pai e mais outros homens do vilarejo para defender o local e evitar saques.

   Infelizmente, o local é invadido por tropas do governo (não deveria ser felizmente?) e os habitantes são confundidos com rebeldes. Antes que fosse fuzilado, o pai de Agu consegue fazer com que seus dois filhos escapem, no entanto, o mais velho é atingido durante a fuga e Agu acaba só no meio da mata.

   Poderia ser mais um filme contando a fuga e sobrevivência de uma criança, no entanto, Agu quase é morto por uma facção rebelde, acaba capturado e seduzido a se tornar um soldado (mesmo sendo criança), com o propósito de vingar a morte de seu pai.

   Os trechos narrados por Agu mostram uma criança religiosa, crente em Deus e que no início se lamenta por seus atos. Ele é forçado a cometer atrocidades, assassinatos, se droga e como numa lavagem cerebral, esquece de todo o propósito que havia criado ao se tornar soldado. Ele não queria vingar a morte de seu pais, mas sim, reencontrar sua mãe na capital.

   É um filme forte, as imagens em alguns trechos são pesadas e marcantes. Me surpreendi pela qualidade do filme, com orçamento bancado pela própria NETFLIX. Eu relutei em assistir alguns meses atrás, permaneceu na minha lista até encontrar o momento oportuno e valeu muito à pena.

   Recomendo!

sábado, 16 de abril de 2016

Sessão NETFLIX: Se Enlouquecer, Não se Apaixone

   Estava aqui revisando minha lista de filmes assistidos e não poderia deixar passar em branco "Se Enlouquecer, Não se Apaixone". Um adolescente em crise, fortemente influenciado por seus pais a seguir uma carreira e ainda sem condições de definir o que espera da vida. O resultado: um desejo de suicidar-se o leva voluntariamente a se internar numa clínica psiquiátrica, imaginando que não levaria tempo o suficiente para não ser notada sua ausência na escola. Lá ele conhece Bobby, um interno da clínica o qual se torna seu amigo e Noelle, a garota por quem se apaixona. Recomendo como excelente filme para fim de semana e provavelmente entrará novamente na minha lista para assistir novamente.

Sinopse:

Craig (Keir Gilchrist), estressado com as demandas de ser um adolescente e assustado com sua tendência suicida, decide buscar ajuda em uma clínica psiquiátrica. Internado por uma semana, ele logo é acolhido por Bobby (Zach Galifianakis), que se torna seu mentor, e se encanta com Noelle (Emma Roberts).

sexta-feira, 18 de março de 2016

Sessão NETFLIX - Sherlock x Elemetary

   Para os amantes de crítica, não estarei aqui tecendo comentários técnicos referentes a cada seriado em si, que por sinal, são muito bem avaliados.

   Sherlock é um seriado que começou em 2010 e possui como atores principais Benedict Cumberbatch e Martin Freeman, o primeiro me remete a Star Trek - Na Escuridão e o segundo a O Hobbit. São atores de peso e ainda estou devendo assistir O Jogo da Imitação para ver mais uma vez Benedict interpretando.

   Os episódios de Sherlock são longos, equivalem a um filme de uma hora e meia aproximadamente. Na primeira vez que decidimos assistir para compará-lo com Elementary tivemos que dividir em duas etapas o primeiro episódio e nos surpreendemos.

   Apresentando um ar de modernidade, Sherlock Holmes se mostra um ex-dependente químico em Elementary e conta com uma companheira sóbria Joan Watson, contrariando a história original, cujo parceiro de Holmes sempre foi um homem. Comparado a "Sherlock", Watson é um médico que serviu ao exército e possui experiência com armas e medicina. Joan Watson de "Elementary" é uma médica que sofreu com uma decepção na medicina e decidiu seguir como acompanhante sóbria. Em ambos os seriados, a experiência médica de Watson é solicitada por Sherlock.

  No NETFLIX encontramos três temporadas completas de SHERLOCK, mas não é tão animador assim, pois cada temporada é composta de três episódios apenas. Para quem gosta de passar semanas assistindo cada dia uma temporada encerrará esse seriado em menos de duas, infelizmente.

   Já Elementary temos muito mais episódios e estamos no início da maratona da segunda temporada e podemos chegar a algumas conclusões e semelhanças entre os episódios.

   Um ponto em comum é o principal inimigo de Sherlock, um desafio para sua a inteligência: Moriarty, porém os gêneros desse vilão também se apresenta de formas distintas em cada seriado. O irmão de Holmes, Mycroft, aparece apenas na segunda temporada de Elementary e apresenta diferenças entre os seriados, também né? As leituras e interpretações devem ser diferentes para um não ser considerado plágio do outro.


   Outra coisa em comum nos seriados é a ênfase dada na relação que Watson possui com Holmes. Enquanto em SHERLOCK alguns acham que eles possuem uma relação homo afetiva, em Elementary muitas vezes sugerem que Watson fosse uma "acompanhante de luxo" de Holmes. Porém, em nenhum dos dois seriados encontrei evidências ou cenas que sugerem aproximação entre eles além da amizade e do trabalho que desenvolvem durante as investigações.
   
  SHERLOCK dá muita ênfase nas obras originais de Arthut Conan Doyle e o estilo cinematográfico inglês, que muitas vezes é considerado "estrangeiro" por fugir do padrão americanizado. Vale muito à pena se debruçar por horas para assistir e na minha humilde avaliação é um seriado muito superior a Elementary.

   Mas não podemos dispensar Elementary por completo, ele também é muito bom, interessante de assistir e até mais fácil de desvendar alguns casos antes mesmo da ilustre análise de Holmes, o que nos deixa mais à par das investigações em cada episódio. Na primeira temporada nos deparamos com um Holmes por vezes em conflito com a sua recuperação na dependência das drogas e fortalecendo a relação com Watson, praticamente treinando-a para ser também uma detetive.

   Se você é louco como nós e não resiste a comparar seriados, vale à pena mesclar os episódios de um e de outro. É claro que Sherlock se encerrará mais cedo em relação a Elementary, por isso recomendo assistir três o quatro episódios de um para assistir um do outro.

   Sem divulgar mais informações sobre cada seriado, encerro aqui essa postagem. Até a próxima!

domingo, 13 de março de 2016

Sessão NETFLIX - A Menina no País das Maravilhas



Título original: Phoebe in Wonderland
Dirigido por: Daniel Barnz
Com: Ellen Fanning, Felicity Huffman, Bill Pullman
Gênero: Drama
Origem: EUA





Sinopse:


Phoebe Lichten (Elle Fanning) sonha em participar da peça "Alice no País das Maravilhas", que será encenada na sua escola, mas é sempre rejeitada pelos colegas de classe. Isto faz com que seu comportamento piore cada vez mais, preocupando seus pais, Hillary (Felicity Huffman) e Peter (Bill Pullman). Eles tentam ajudar a filha, mas Phoebe prefere se esconder em suas fantasias. Aos poucos, ela passa a confundir a realidade com seus sonhos.


   Apesar de ser um drama, imaginávamos que fosse um filme que pudesse assistir em conjunto com nossa filha. A censura declarada é de 12 anos e talvez tenha sido difícil para nossa pequena compreender boa parte da história.

   É triste a história de Phoebe e muitas vezes vi algumas ações de minha filha na personagem. Pelos colegas de classe apresentado no filme é possível notar que a personagem está com dez anos e possui uma irmã de sete. Não consegui perceber que os pais eram omissos ou distantes, não foi possível notar no filme, porém, a mãe se culpa pelo que vem acontecendo com sua filha mais velha. Ambos os pais escrevem, a mãe sobre uma tese na história de Alice no País das Maravilhas e o pai para uma faculdade.

   O contato de Phoebe se mostrou ímpar, seu comportamento diante dos colegas muda completamente quando está no palco procurando interpretar Alice. Ao saber disso, sua mãe fica com mais ressentimento, achando que fosse uma maneira de Phoebe mostrar seu descontentamento. Além de questões comportamentais diante dos colegas, ela também possuía um tipo de transtorno obsessivo compulsivo (TOC).

   Entre desvios de comportamento e consultas a psicólogo, Phoebe percebe que há algo de errado em sim, mas que não consegue controlar. O filme é sutil, algo que pode parecer uma coisa normal entre crianças, porém, os pais muito atentos, principalmente a mãe, não desiste da filha até encontrar a síndrome que Phoebe possui.

   É uma história triste, é contada lentamente com cenas que devemos tirar nossas conclusões até que algo seja revelado. Por vezes entramos no mundo imaginário de Phoebe que se confunde com o real e que a faz se sentir melhor. Não é um filme sessão da tarde, para descontrair. É preciso estar preparado e com disposição para se emocionar em algumas cenas.

   Aproveitem, se tiverem assinatura NETFLIX, parem um instante para assistir a este filme que vale muito à pena.

   Abraços e até a próxima!

sábado, 5 de março de 2016

Sessão NETFLIX - Série Love

Gênero: Comédia
País: EUA
Com: Paul Rust, Gillian Jacobs, Claudia O'Doherty e mais...
Status: 1ª Temporada disponível
Local: NETFLIX
Avaliação de quem assistiu: 3,7/5


Sinopse:
A descarada Mickey (Gillian Jacobs) e o nerd bonzinho Gus (Paul Rust) são bem diferentes um do outro. Enquanto se recuperam dos relacionamentos fracassados, eles acabam precisando lidar com os altos e baixos da intimidade, do comprometimento e da vida adulta. Love é "um olhar inflexível, hilário e dolorosamente honesto sobre o amor", narrando as dificuldades de se criar (ou desfazer) laços da vida moderna.
   É difícil gostar de LOVE logo nos primeiros episódios. Gus, um nerd todo certinho sofre uma decepção amorosa com a garota com quem vivia ao mesmo tempo que em outro local da cidade Mickey, uma dependente química também sofre uma decepção com seu último namorado. Os dois acabam se encontrando ao acaso numa loja de conveniência quando Mickey descobriu que estava sem dinheiro no instante que iria pagar pelo café e começa a discutir com o vendedor. Gus interfere na discussão e se oferece a pagar a conta sem se preocupar se seria retribuído ou não.

   Para provar que tinha dinheiro e que não estava ali dando um calote, Mickey convida Gus a acompanhá-la até sua casa para pegar a carteira e então pagar pelo que consumiu na loja de conveniência, mas descobre que acabou dando a carteira com o dinheiro como dízimo de uma igreja que frequentou a convite do ex-namorado. O inesperado então acontece, não que eles vão se amar loucamente, não é isso. Mickey convida Gus para buscarem a carteira juntos, faz com que ele fume maconha e isso faz com que os dois se conhecessem um pouco mais. De certa forma, Gus acaba se atraindo por Mickey, que completamente extrovertida não percebe isso.

   Os capítulos possuem no máximo 30 minutos, são curtos e dá para assistir dois, três ou até mesmo quatro numa sequência frenética. Voltando ao seriado, os episódios vão acontecendo de forma hilária e com situações completamente inusitadas. Numa tentativa de oferecer algum conforto a Gus, Mickey tenta aproximar sua colega de quarto para namorá-lo, porém, as coisas continuam acontecendo de forma bastante engraçadas.

   A censura do filme é de 18 anos e esperava-se que contivesse cenas de nudez e sexo, porém são os palavrões e a forma de lidar com drogas e sexo que acabam provocando tal censura, quase não se vê mulheres com os seios de fora ou genitálias expostas. Mas love é uma série de amor. Após alguns episódios e grande expectativa Mickey acaba dando o primeiro beijo em Gus e isso acontece daquela forma mágica e melosa que sempre gostamos de ver em filmes e séries.

   A comédia e o drama fica por conta da diferença entre eles, um nerd e uma viciada completamente irreverente. Tudo leva a crer que esse relacionamento não havia como dar certo e chega a não dar, porém, como todo romance romântico, alguém fica perdidamente apaixonado e correrá loucamente para reconquistar aquilo que havia perdido.

  Posso afirmar que os três primeiros episódios não me motivaram a continuar assistindo a série, porém, a série é descontraída e ficava aquela expectativa do que iria acontecer no capítulo seguinte. O final do quinto episódio para mim foi o ápice de todo o seriado, não o melhor, mas o que me motivou a continuar assistindo-o.

  Para quem imaginou que eu iria detalhar todos os episódios, não! Eu não iria fazer isso. Tiraria todo o charme do seriado e espero que sirva de estímulo para que vocês se interessem e assistir.

   Até a próxima!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Sessão NETFLIX - Querida, Encolhi as Crianças (1989)






Dirigido por: Joe Johnston
Atores: Rick Moranis, Jared Rushton, Marcia Strassman, etc.
Gênero: Comédia
Nacionalidade: EUA



   Ontem foi um dia atípico para mim e minha filha, tive que pegá-la após o almoço na escola e já em casa, assim que terminou de fazer sua atividade (para mim era dever de casa), ela preferiu ficar fazendo "arte" com um rolo de papel toalha vazio e uma tesoura. Há muito tempo eu queria assistir com ela esse filme, filmado em 1989, portanto há praticamente 27 anos atrás e que eu assisti por muitas vezes na sessão da tarde.

   Sinopse:
O cientista Wayne Szalinski (Rick Moranis) tem como resultado de uma má experiência o encolhimento acidental dos seus dois filhos adolescentes. Além deles, também encolhe sem querer dois meninos da vizinhança, e todos ficam do tamanho de insetos. Agora os adolescentes vão ter que enfrentar diversos problemas por serem tão pequenos, enquanto o pai procura por eles, e também por uma solução.
   Após Wayne obter insucesso com sua máquina encolhedora de partículas, um acidente ocorre após uma criança da casa vizinha acertar a janela do sótão com uma bola de basebol e a mesma ligar a máquina e parar entre o feixe de laser e a lente encolhedora. Junto com o irmão, as crianças sobem para recuperar a bola e acidentalmente são encolhidas.

   Eu tenho a certeza que para a imaginação de uma criança não há importância com os efeitos especiais, que nesse filme em muitos momentos surpreendem por que atualmente vimos muito mais facilmente edições gráficas feitas por computador do que verdadeiros artistas que se esforçam ao máximo para transformar um efeito no mais próximo do real possível.

   É de se esperar, portanto, que em determinados momentos alguns efeitos não tragam mais aquela sensação de realidade para nós adultos, mas para a criança é outra coisa. Voltando ao filme, dr. Wayne retorna à sua casa após sua tentativa de obter financiamento para sua máquina fracassar. Ele não se atenta que dois sofás foram encolhidos e ainda acreditando que sua máquina encolhedora não funciona, decide quebrá-la. Após isso, ele acaba juntando o lixo e aspirando o chão fazendo com que seus filhos e dos vizinhos fossem sugados para um saco que é jogado na calçada da rua para ser recolhido.

   As crianças então conseguem sair do saco e enfrentam uma aventura numa "floresta" imensa que é o trajeto do percurso até a casa de dr. Wayne, se deparando com formigas, abelhas, escorpião e até mesmo uma chuva de bombas de gotas d'água expelidas pelo irrigador do jardim. Ao mesmo tempo, dr. Wayne se dá conta que de alguma forma a máquina encolhedora funcionou e fez com que seus filhos ficassem pequenos demais e vai à procura deles para reverter o encolhimento.

   Para quem gosta de comédia e filmes infantis, vale à pena assistir Querida, Encolhi as Crianças, que apesar de ter sido filmado em 1989 e possuir alguns efeitos visuais, digamos, rústicos, não faz perder a graça da história.

   Até a próxima!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Sessão Cinema - Deadpool




Dirigido por Tim Miller
Atores: Ryan Reynolds, Morena Baccarin, etc.
Gênero: Ação, Aventura, Comédia
Nacionalidade: EUA / Canadá
Avaliação adorocinema: 4,5
Nossa avaliação: 4,0/5



Ex-militar e mercenário, Wade Wilson (Ryan Reynolds) é diagnosticado com câncer em estado terminal, porém encontra uma possibilidade de cura em uma sinistra experiência científica. Recuperado, com poderes e um incomum senso de humor, ele torna-se Deadpool e busca vingança contra o homem que destruiu sua vida.

   Deadpool definitivamente não é um filme recomendado para menores de 18 anos, não por conta das cenas de violência que todo mundo vê em qualquer jornal, mas sim pelas conotações sexuais, embora tenha muito adolescente de 16 anos que já viu algo mais bizarro que no próprio filme.

   O filme não se vale apenas do humor negro, se vale de qualquer tipo de piada, desde decapitar uma cabeça e utilizá-la como uma bola para ser chutada diretamente em outro inimigo até uma cena de sexo com sua amada simulando inversão. Hã???? Inversão? Basta por a mente para imaginar que os papéis se invertem na cama e a mulher assume o papel masculino e utiliza uma prótese presa a um cinto para, digamos, mostrar literalmente ao homem o que é tomar no c*.

   Existem referências do filme a participação de Ryan Reynolds como Lanterna Verde e até mesmo como o primeiro Deadpool em Wolwerine, o primeiro filme. Wade Wilson (Ryan) não perde a piada em qualquer instante do filme. As cenas de ação foram bem coreografadas e fica até a dúvida com um ex-mercenário domina a arte de luta com espadas e artes marciais? Mas enfim, somente a Marvel para explicar bem isso, ou até mesmo, as inúmeras edições de HQ que saíram e nunca li.

   É um filme que vale muito à pena ser assistido no cinema. Na sessão que estivemos a sala estava cheia com bons momentos de gargalhadas e tem que esperar o filme por completo para assistir a um teaser completamente divertido. Por ser irreverente já basta como bom filme de ação.

  É isso aí, se falar demais estraga.
  Abraços!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Sessão NETFLIX - Magia Além das Palavras: A História de J. K. Rowling





Lançamento: 2011
Onde encontrar: NETFLIX
Gênero: Biográfico (biografia não autorizada)
Origem: EUA
Nossa avaliação: 3,5/5






   O maior interesse em assistir esse filme foi conhecer um pouco da escritora britânica que fez o maior sucesso ao escrever a história sobre o bruxo, Harry Potter, que se tornou mais famoso que Merlim, Malévola ou qualquer outro que represente a classe da magia. Por ser uma biografia não autorizada fica a dúvida se a história relata fatos verídicos da autora ou se é meramente ficcional.

   O que achei ruim foi a parte inicial do filme, não a história em si, mas as tomadas de cenas e a velocidade como se desenvolveu a história desde J.K. criança brincando de bruxos, escrevendo os primeiros textos como uma aspirante a escritora mirim até o início do drama de sua vida como mulher casada com um português que fica desempregado e com um filho recém-nascido.

   No meio dessa história inicial é possível presenciar o conflito de qualquer um que deseja se tornar escritor: a família (nesse caso o pai de J.K.) cobrando por uma formação que ao menos venha oferecer renda suficiente para o próprio sustento e o desejo de realizar o sonho como escritora, que nesse caso, J.K. sonhava com o ingresso na universidade de Oxford.

   Entre trabalhos, cuidar da filha, se separar do marido bêbado e seguir uma vida bem restrita financeiramente, chegando a se envergonhar do ponto a que chegou, J.K. escrevia alguns rascunhos do que se tornaria a série mais famosa sobre bruxos. Quando ela decide que chegou a hora de publicar seu livro, procura entre vários agentes literários disponíveis algum que acredite em sua obra.

   O importante nessa etapa é um recado do próprio agente literário: não abandonar o emprego acreditando que iria lucrar com a venda de livros. Entre as etapas de produção, diagramação, início das vendas demorou em torno de um ano e o agente não se contentava que o livro ficasse restrito ao Reino Unido, ele foi buscar editoras interessadas nos Estados Unidos e daí já sabemos o sucesso que as obras de J. K. Rowling se tornou.

   A segunda metade do filme compensou a primeira parte, que passou de uma forma muito rápida e sem tanto encanto. A partir do início do drama o filme ficou bom e digamos que de 1:30h de duração, salvaram-se 40 minutos.

   Um dado estatístico que foi passado no final é que os livros de Harry Potter venderam mais de 400 milhões de cópias. Se computássemos um valor simbólico de um dólar de direito autoral por livro, J. K. Rowling embolsou nada menos de U$$400 milhões só com as versões impressas. Imaginem o que ela continua ganhando com os filmes e todos os brinquedos, jogos de videogame, etc. que utilizam Harry Potter.

   Enfim, biografia autorizada ou não, pode-se dizer que J. K. Rowling conseguiu encontrar as pessoas certas e ter a história certa para conseguir esse sucesso todo e é nisso que venho trilhando, fazendo um paralelo à minha iniciativa como autor. Acredito muito nas obras que venho publicando e aguardo o momento certo para que elas venham trilhar um caminho de sucesso.

   Abraços a todos!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Sessão NETFLIX - Mãos Talentosas - A História de Ben Carson


Lançamento: desconhecido
Onde encontrar: NETFLIX
Gênero: Drama, biografia
Nacionalidade: EUA
Ator: Cuba Gooding Jr.
Nossa avaliação: 4,5/5





   O filme se inicia com uma proposta para o neuropediatra Benjamim Carson realizar uma cirurgia de alta complexidade em gêmeos que nasceram ligados pelo crânio. Sua história então é contata desde o princípio, sua mãe se esforçava ao máximo para que os filhos estudassem e tivessem um futuro diferente do dela, abandonada por um marido adúltero, analfabeta e encarando trabalhos domésticos para sustentar os dois filhos.

   O esforço não foi em vão, os filhos começaram a tomar gosto pela leitura e pelos estudos. Em especial, Benjamim começava a se destacar entre os colegas e por ser negro, foi discriminado por uma professora que achava injusto um filho de uma empregada obter notas maiores que a de alunos brancos. Benjamim por diversas vezes se viu em dúvida, inclusive na cena inicial do filme, quando não sabia como deveria ser o procedimento para separar duas crianças ligadas pelo crânio sem perder a vida de uma delas ou até mesmo das duas.

   A história de vida de Benjamim não se diferencia de tantas outras que mostram superação e o rompimento de barreiras do preconceito e discriminação racial. É bastante motivacional, mostra que não devemos desistir daquilo que sonhamos ou definimos como objetivo. O lado positivo do filme é mostrar que essa conquista se deu com bastante estudo e gosto pelas artes. Não basta apenas conhecer as ciências exatas, ciências sociais, línguas, etc. É necessário também conhecer arte, cultura, música (clássica de preferência).

   Gostei do filme, recomendo a quem tiver tempo disponível e capacidade de se emocionar com a história incrível de Ben Carson.

   Até o próximo comentário. 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Sessão Cinema - Reza a Lenda

Lançamento: 21 de Janeiro de 2016
Dirigido por Homero Olivetto
Gênero: Ação, Romance
Nacionalidade: Brasil
Atores: Cauã Reymond, Sophie Charlote, Luisa Arraes, Humberto Martins, entre outros.
Avaliação Adorocinema: 1,5
Nossa avaliação: 4,0/5,0





   Fiquei triste ao saber que a crítica não foi boa quanto a esse filme, principalmente por achar que houve uma forte influência Hollywoodiana nas cenas e tomadas. De alguma maneira, os avaliadores tem procurado uma essência nacional em nossos filmes que possam ser ditos: Ah! Esse vale à pena. Não temos mais Glauber Rocha ou outros que se consagraram no mundo cinematográfico a ponto de estimular o público a assistirem filmes nacionais.

   Eu queria assistir A 5ª Onda, mas por questões de logística e preferências de minha esposa, optamos por assistir Reza a Lenda e posso dizer que o filme é bom, não deixa a desejar e a grana do cinema foi bem paga.
   
Ara (Cauã Reymond) é um homem de poucas palavras, mas muita determinação. Ele vive em uma terra devastada e sem lei que espera ansiosamente por uma espécie de messias que devolva a justiça e a liberdade, usurpadas pelo cruel Tenório (Humberto Martins). Auxiliado por sua gangue de motoqueiros armados, o rapaz irá lutar contra o universo ao seu redor e seus próprios dramas - como os ciúmes de sua mulher, Severina (Sophie Charlotte). (Fonte: Adorocinema)

   Eu gostei do filme, uma história fictícia sobre um grupo de jovens liderados por um visionário que acreditava que devolvendo a imagem de uma santa a uma capela traria a chuva de volta ao sertão. Luisa Arraes entra na história como uma passageira que sobrevive a um acidente após o carro que sua amiga dirigia colidir com uma viatura policial que perseguia Ara (Cauã Reymond). Tenório (Humberto Martins) é o dono da imagem da santa e não quer deixar para trás o roubo de sua propriedade e junto com capangas vai atrás de Ara e sua gangue, utilizando os meios mais cruéis para conseguir de volta a santa. Para quem assistir, a dúvida para que serve o balão após assassinar seus inimigos e desafetos é esclarecida durante o filme.

   A trilha sonora do filme eu achei muito boa, as locações no cerrado/semi-árido nordestino foram muito boas, as cenas com as motocicletas também. Tiveram suas pequenas falhas, mas são superáveis. As interpretações dos atores Humberto Martins, Cauã Reymond e sua gangue estiveram de parabéns. Recomendo o filme para quem estiver interessado, mas não vá esperando que encontrará um filme arte, mas sim um filme de ação no mais puro estilo Hollywoodiano.

   Até mais!