domingo, 7 de agosto de 2016

Sessão NETFLIX: MAD MEN - A Série Completa

   
   Já fazia certo tempo que via essa série disponível no NETFLIX e bastante elogios quanto à sua qualidade, principalmente por retratar com bastante fidelidade a década de 50 à 70 com fatos históricos. Foi quando concluímos SHERLOCK (com Benedict Cumberbatch) e decidimos dar uma chance à esta série.

   Inicialmente a série choca pela forma como os homens à época não sabiam muito bem sobre os desejos e anseios da mulher e achavam que bastava dar um fogão colorido de presente que ela iria gostar. O nome da série remete aos homens da avenida Madison, daí o MAD e o MEN.


      Jon Hamm encara o desafio (e com maestria) de interpretar Don Draper, um publicitário bastante criativo que trabalha na empresa Sterling & Cooper. Acompanhamos seus passos nos mais íntimos lugares, desde o relacionamento com sua família, que mora numa região periférica de Nova Iorque, com sua esposa e dois filhos, até suas visitas às amantes durante o horário do expediente. Em seu escritório há um bar com bebidas, um sofá que geralmente serve de cama, em sua gaveta da mesa abriga inúmeras camisas novas para serem trocadas pelas usadas e suadas.



   Elizabeth Moss encara o desafio de interpretar Peggy Olson, uma secretário recém contratada que percebe na Sterling & Cooper que deveria ser um pouco mais que isso, seu desafio era servir a Don Draper, chegando a seduzi-lo, no entanto, ele renega a oferta. No escritório novos personagens chegam para compor o quadro de funcionários e foi com Peter Campbel que ela acaba se relacionando sexualmente. Infelizmente, após a segunda temporada, sem saber ao certo por que engordou tanto e se sentia mal, Peggy descobre uma gravidez indesejada.




   Vincent Kartheiser interpreta o dito cujo, Peter Campbel, filho de uma família tradicional e rica que não aceita que ele se torne publicitário, principalmente por que seu pai, um advogado, o queria como herdeiro de seu escritório. Completamente egoísta e atrapalhado, nas primeiras temporadas Peter bate de frente com Don Draper até quase ser despedido e depois descobrir um segredo que poderia acabar por completo a carreira de Don.




   John Slattery, você já deve ter visto ele recentemente em Capitão América - Guerra Civil, ele encara o personagem Roger Sterling um dos sócios da Sterling & Cooper, o qual herdou a companhia de seu pai. Ele é um bon vivant, apesar de ser casado, trai seu relacionamento com sua secretária chefe, Joan Holloway. Mais adiante descobrimos que a maior característica de Sterling é ser um relações públicas para levar os donos de empresas interessados em publicidade para restaurantes requintados e prostíbulos.




   O seriado não possui um ritmo frenético, mais se assemelha a uma novela com uma trama envolvente, deixando o expectador apreensivo com as escapulidas de Don Draper e Roger Sterling, além do conflito entre Don e Peter Campbel. Seria spolier demais sair contando como cada temporada se desenvolve, no entanto existem alguns fatos marcantes, como quando Don se torna sócio minoritário da Sterling & Cooper quando ele recebe uma oferta maior de uma empresa de publicidade maior. Para substituir seu posto, entra um novo personagem que acaba desagradando Peter Campbel, o qual via como oportunidade de crescimento ocupar a função de Don.

   Herman "Duck" Philipis assume o posto de Don Drapper com a difícil missão de conseguir novos contratos. Mas não é o que acontece, após um desastre aéreo envolvendo a American Airlines, ele consegue uma chance de conseguir um contrato de publicidade com ela para apagar a imagem do desastre e envolve Peter Campbel, o qual estava intimamente ligado ao acidente por ter perdido um parente no mesmo. A vinda da American Airlines para a Sterling & Cooper gerava um conflito de interesses com outra companhia aérea e Don Drapper teve a difícil missão de dar a notícia do cancelamento do contrato. Acontece que a passagem de Duck Philips foi um fracasso e para não perder o emprego, ele consegue promover a venda da Sterling & Cooper para uma empresa inglesa de publicidade que tinha interesse de entrar no mercado americano.

   A Sterling & Cooper então foi comprada e entrou um personagem carrasco para as contas da empresa, Lane Price (Jared Harris) era um braço de ferro da matriz inglesa e gerenciava com rigor as contas, promoveu cortes e adequou bastante o escritório para uma nova metodologia de trabalho.

   O sucesso de Lane Price fez com que a matriz inglesa não fosse apenas vendida, como também vendesse a Sterling & Cooper, provocando uma enorme apreensão nos sócios, que não queriam ser vendidos para uma empresa concorrente. Prince também estava descontente, pois, desejava muito retornar à Inglaterra, principalmente por conta de sua esposa, que não havia se habituado com a cultura americana. Com uma boa saída de Don Draper, os sócios conseguem quebrar o protocolo e saem da empresa para fundar uma nova, dessa vez com os nomes de Draper, Price e Campbel.

   Da dependência alcoólica, excesso de fumo, traições, separações, novos casamentos, a comoção pela morte de Kenedy, a revolta pela morte de Malcom X, a ascensão de Muhamad Ali, a ida do homem à lua, o surgimento dos Rolling Stones, dos Beatles e tantos outros eventos históricos são retratados no seriado.

   O seriado é composto de sete temporadas e digo que vale à pena desprender alguns minutos de atenção para assisti-lo. Se já possui assinatura da NETFLIX, não perca tempo, vá lá e comece a assistir. Depois deixe seu comentário aqui!

domingo, 10 de julho de 2016

A minha inserção no wattpad

   Sou um pesquisador nato, avalio as oportunidades que possam estar à minha frente e me jogo de corpo e alma confiante no retorno que posso ter. Foi com esse ideal que me cadastrei no wattpad e decidi publicar os capítulos do novo livro que estou escrevendo (na verdade reescrevendo).



   Possuo como objetivo alcançar o maior número de leitores possíveis e com a plataforma wattpad eu vi essa oportunidade surgir. Ser um autor independente não é algo fácil, faz-se necessário ter uma rede de relacionamentos muito grande e que possua em comum o gosto pela leitura.

   Possuo uma amizade muito eclética, são pessoas interessadas em informática (hardware e software), na prática da capoeira, profissionais da construção civil e de estradas, vizinhos que se interessam pelo bem comum do condomínio, parceiros de cerveja e de jogar conversa fora, e pouquíssimos que, mesmo oferecendo gratuitamente meu livro, se interessam pela leitura.

   Minha nova obra ainda não está plenamente finalizada, estou reescrevendo algo que foi manuscrito em 1996, portanto, há vinte anos. Dessa vez decidi dar uma nova roupagem e está ficando bom. A cada dois dias estou publicando um novo capítulo.



   Cadastrado ou não, basta pesquisar pelo livro Sem Rumo ou então pelo meu perfil (EulalioHereda). Para ler todos os capítulos é necessário estar cadastrado. A versão que está online será a final, talvez com uma leve revisão quando eu for publicar também no Clube de Autores e na Amazon. Lá também estão publicados os primeiros capítulos de outros livros que já publiquei.

   Não perca tempo, aproveite e vá lá conhecer essa nova obra!
   Acesse o livro clicando aqui: Sem Rumo wattpad

domingo, 26 de junho de 2016

Projeto Livres Livros

   Certa vez caminhando pela Avenida Tancredo Neves encontrei um local com bancos de madeira e uma pequena estante ou vitrine com livros dentro. Já tinha lido algo relacionado a projetos de deixar um livro no banco para que outra pudesse ler, mas nunca tinha visto aqui em Salvador. De imediato bateu aquela vontade de pegar um dos livros que já publiquei e deixar por lá para que alguém pegasse para ler, mas eu estava a pé e os exemplares estavam em casa.

   Depois de algum tempo, passeando pelo Bela Vista Shopping vi na praça central esse projeto instalado. Bateu de imediato aquela ansiedade para colocar um livro ali, aproveitei e abri para ver o que havia por lá. Nesse dia haviam até livros infantis.

   Hoje eu aproveitei a ida ao shopping e intencionalmente carreguei um livro debaixo do braço para deixá-lo lá. Minha filha fez questão de me ajudar e posar para uma foto.


   Minha expectativa é descobrir quem será o primeiro leitor, por quantas mãos o livro passará e a impressão deixada após lê-lo. Mas sei que depois de deixado ali não mais o verei, quem sabe algum curioso demais por ler o que deixei assinado na capa e venha conhecer o blog e deixar um recado aqui.



   Se você foi um felizardo que pegou o livro, leu e gostou, aproveite e deixe um comentário, entre em contato!

   Abraços!

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Sessão NETFLIX: Beast of No Nation



   Para quem já teve estômago para assistir a filmes como Hotel Ruanda, e até mesmo Horas de Desespero, Beast of no Nation traz de volta a temática de conflitos entre povos africanos em regiões muito próximas.

  O filme é narrado pelo garoto Agu, o protagonista. A história inicial é bonita: garotos extremamente espertos, criativos e brincalhões, vivem num vilarejo protegido por soldados da ONU. Eles também recebem refugiados de um conflito num vilarejo próximo.

   O pai de Agu se mostra solidário com os refugiados. Ele abandona a profissão de professor e oferece parte de suas terras para construir abrigos para os refugiados. Apesar das condições precárias e completamente decadente, a população local vivia com poucos recursos que possuía e dividia entre si.

   Ainda havia alegria nesse vilarejo.

   O conflito armado se estende a decisões políticas e o vilarejo é comunicado que deixaria de ter proteção da ONU. Desesperadamente, o pai de Agu procura tirar sua esposa e os dois filhos mais jovens de lá, no entanto, só consegue passagem para ela e uma filha menor. Agu e o irmão permanecem ao lado do pai e mais outros homens do vilarejo para defender o local e evitar saques.

   Infelizmente, o local é invadido por tropas do governo (não deveria ser felizmente?) e os habitantes são confundidos com rebeldes. Antes que fosse fuzilado, o pai de Agu consegue fazer com que seus dois filhos escapem, no entanto, o mais velho é atingido durante a fuga e Agu acaba só no meio da mata.

   Poderia ser mais um filme contando a fuga e sobrevivência de uma criança, no entanto, Agu quase é morto por uma facção rebelde, acaba capturado e seduzido a se tornar um soldado (mesmo sendo criança), com o propósito de vingar a morte de seu pai.

   Os trechos narrados por Agu mostram uma criança religiosa, crente em Deus e que no início se lamenta por seus atos. Ele é forçado a cometer atrocidades, assassinatos, se droga e como numa lavagem cerebral, esquece de todo o propósito que havia criado ao se tornar soldado. Ele não queria vingar a morte de seu pais, mas sim, reencontrar sua mãe na capital.

   É um filme forte, as imagens em alguns trechos são pesadas e marcantes. Me surpreendi pela qualidade do filme, com orçamento bancado pela própria NETFLIX. Eu relutei em assistir alguns meses atrás, permaneceu na minha lista até encontrar o momento oportuno e valeu muito à pena.

   Recomendo!

domingo, 12 de junho de 2016

Chapada - Volume 3 disponível na Amazon e no Clube de Autores

   Sem muito alarde publiquei no Clube de Autores e no Amazon o terceiro e último volume de Chapada. Não havia outro título, O Capítulo Final encerra a história que se iniciou na Chapada da Diamantina após um aventureiro, Artur, resgatar uma cantora que fugiu de um sequestro e acabou se acidentando.
   
   No Capítulo Final, Artur encara a vida a dois ao lado de Pérola, acompanhando-a em suas apresentações musicais e conhecendo um pouco mais sobre sua personalidade. A investigação policial consegue pistas importantes para localizar os sequestradores e fecha o cerco para capturá-los. O desfecho acaba se tornando surpreendente.

   Então, não perca a oportunidade, se quiser adquirir uma versão do livro impresso, basta acessar o site do Clube de Autores clicando no link aqui. Mas se preferir a versão digital em e-book, pode adquiri-lo na Amazon clicando aqui.

   Boa leitura!

terça-feira, 17 de maio de 2016

Publicando seu próprio livro. Missão: Conteúdo!

   Olá a todos! Eu não fazia ideia que já tinha exatos 15 dias sem postar aqui. Já assisti a filmes, estou finalizando seriados na NETFLIX e procurando tempo vago para concluir o terceiro volume de Chapada também. Junta-se a isso a sobrecarga no trabalho, a dedicação à família e às tarefas domésticas, mas vamos lá deixar essas lamentações de lado.

   O tema de hoje para quem deseja publicar um livro será justamente aquele que o escritor decidiu ao iniciar a produção de seu livro: o conteúdo. Como que ele surge? Como deve ser tratado ou abordado? Se tudo é esquematizado antes ou se simplesmente sai loucamente escrevendo a esmo?

   Quando questionei isso a Lívia Messias, sua primeira frase foi que "a ideia surge a qualquer momento", mas quando não está escrevendo realiza suas anotações para trabalhar depois. Essa é parte mais importante da mente criativa do escritor, a todo instante alguma ideia surge para que seja inserida no livro ou para a produção de outro, pois, apesar de já se ter uma história a ser trilhada, é necessário rechear o livro com um conteúdo que seja capaz de prender a atenção do leitor. E nossa mente muitas vezes é volátil, podemos esquecer da brilhante ideia para a continuação de um capítulo e provocar bastante frustração. Então, vale à pena usar o celular, uma folha de caderno, qualquer coisa para deixar guardado aquilo que você imaginou.

   Paula M. C. Basílio comentou que escreve todo o roteiro do livro prevendo o que irá acontecer no início, meio e fim. Diferente dela, Hellen Flávia, planeja tudo mentalmente. Faz-se necessário concordar que o planejamento mental de um livro pode provocar a perda de algum trecho dele, uma ideia pode surgir e o autor ser incapaz de memoriza-la para escrever posteriormente.

   No meu caso, quando escrevi Ambiguidade planejei tudo mentalmente e a história desse livro me atormentou por anos, eu já sabia como seria o início, o meio e o final. As ideias iam e vinham à medida que escrevia, surgiam novos desenrolares de histórias e acabei escrevendo mais do que deveria. Quando terminei, saí revisando e cortando tudo aquilo que considerei que estava fora do contexto do tema do livro.

   Depois veio Chapada, sabia que seria um livro grande também, mas fiz diferente, eu não escrevi um roteiro, mas sim um fluxo da história em que cada caixa poderia ser um capítulo. Não deixei a história planejada apenas na minha mente, havia as características dos personagens, o local em que se encontrariam, os conflitos que enfrentariam, coisas desse tipo. A única coisa que deixei um pouco em aberto foi o final. Isso me ajudou bastante para escrever os três volumes, por vezes pegava esse papel todo amassado e escrito no verso de um rascunho para verificar se eu estava seguindo a linha que havia planejado.

   Recomendo a quem for escrever que coloque suas ideias num arquivo de texto, por exemplo, para ir lançando ideias, características, locais, eventos, etc. Depois você vai organizando-os de tal forma que à medida que for escrevendo vai capturando essas ideias e transformando-as em parágrafos e capítulos. Essa é uma das metodologias que tenho usado. Além do livro, possuo um arquivo com as descrições dos personagens e outro arquivo com as ideias que surgem para serem inseridas no livro.

 Outro aspecto na elaboração de conteúdo de um livro é pensar nos cenários e personagens, traçar suas características físicas, personalidades, se desempenham alguma função importante, com quem se relacionará e seu papel a ser desempenhado na história.

   Não me considero o mais apropriado para sugerir algo nesse quesito, mas se servir como dica, o cenário deve ser abordado e detalhado se estiver dentro do contexto do que se está escrevendo. Uma rua mal iluminada, com as portas e janelas de casas fechadas tarde da noite pode tanto servir para um suspense como para algo romântico, mas se for descrita como algo aterrorizante para um casal de namorados não cairá nada bem. Para que o leitor possa se identificar com o personagem ou odiá-lo, é necessário saber como ele é, o que faz ou o que o tornou daquele jeito. O detalhamento do cenário vai depender de cada escritor, se ele é do tipo bem descritivo, citando a cor da parede de uma casa, a iluminação, o estado de conservação da rua, etc. A descrição do personagem pode surgir ao longo do livro, como se fosse um enigma que a cada trecho o leitor possa desvenda-lo ou então descrito quando ele aparece. Tanto para o personagem, como para o cenário, uma escrita bastante detalhista e descritiva de forma desnecessária pode desestimular a leitura.

   Mais um cuidado a ser abordado é a ordem cronológica, caso a história possua uma cronologia de dias, semanas, meses ou até mesmo ocorre em períodos distintos, faz-se necessário verificar como estão os personagens e os cenários ao longo desse tempo. Não é difícil recriar um Wolverine capaz de passar por várias guerras e se manter jovem, mas se uma jovem engravida, por exemplo, deve-se verificar se até o período do nascimento foi possível passar pelo menos nove meses de gestação. Um leitor pode ficar bastante confuso se isso não estiver claro.

   Não menos importante e também não sendo a última etapa, é a releitura do que foi escrito. Um processo que se faz necessário durante toda a elaboração do livro, fazendo-se toda a análise do contexto, da concisão, da ordem cronológica, da descrição dos cenários e das características do personagem, verificar se aquilo que foi escrito pode ser melhorado ou excluído. Sim, muitas vezes se faz necessário excluir algo do que foi escrito, pode não ser apropriado para aquele trecho ou até mesmo uma ideia melhor surgiu e ficou mais interessante.

   E mesmo quando finalizado, sempre existirá a impressão que o livro ainda não está pronto, que algo poderia ser melhorado, surgem as incertezas e daí relemos mais uma, duas, três ou mais vezes até que decidimos que é hora de nos desgrudarmos dele e soltá-lo para o público. Uma coisa é certa, se gostarmos do que foi escrito, com certeza encontraremos um leitor que também gostará do livro.


segunda-feira, 2 de maio de 2016

Publicando seu próprio livro. Missão: Revisão!

   Prosseguindo com a peregrinação de publicar um livro, digamos que você já possua a ideia e já escreveu o livro ou boa parte dele, daí surge a dúvida se você é um bom escritor, não na questão de história em si, mas sim na questão do texto estar bem escrito e revisado. Sim, essa tarefa não é fácil e provoca erros muitas vezes irremediáveis. De uma pesquisa realizada com leitores, um livro mal revisado pode provocar a desistência da leitura e com isso o autor poderá cair em descrédito logo no seu primeiro livro.

   Digamos que uma das ferramentas primordiais e gratuitas de revisão ortográfica é o revisor do Microsoft Word, basta clicar num botão e ele começa a procura por inconsistências ortográficas e até de concordâncias gramaticais. No entanto, a revisão não se resume a apenas isso. Existem os diálogos, por exemplo, que precisam mostrar clareza ao leitor quem é o personagem que está "falando", ou até mesmo uma simples mudança de gêneros pode provocar uma confusão enorme de interpretação. E se um parágrafo escrito estiver confuso, de difícil entendimento?

   Um profissional capacitado a revisar um livro adota o critério de cobrança por "lauda", que pode significar uma página ou uma quantidade máxima de caracteres digitados. A média de preço cobrado por lauda possui grande variação, portanto, adotei uma média de R$2,50 por página utilizando o recurso Profissionais do Livro.

   Façamos uma continha básica de um livro com 200 páginas inteiramente escritas, descontando aí a capa, contracapa, índice, dedicatória, etc. O custo de revisão deste livro por um profissional deve sair por volta de R$500,00. Retomando as contas realizadas para o custo individual de um livro impresso de forma independente e adotando uma impressão mínima de 500 cópias, o custo a ser agregado para cada exemplar devido a revisão do livro então é de R$1,00.

   Portanto, se o livro só para ser impresso custa por volta de R$15,00 (adotando o menor preço), o escritor optando por uma capa profissional e por uma revisão também profissional já terá acrescido R$2,20 ao custo deste exemplar, passando a ter um valor de R$17,20.

   Como já dito, a revisão de um livro pode ser um fator definidor para que um leitor consiga ler sua obra até o final. As três escritoras que responderam às minhas perguntas (Lívia Messias, Paula M. C. Basílio e Hellen Flávia) em algum momento da produção literária contaram com a ajuda de alguém mais próximo, no entanto, no final optaram por pagar a um profissional mais habilitado para desempenhar essa função.

   No meu caso, inicialmente procurei divulgar os primeiros capítulos de Ambiguidade para amigos e parentes, contando que eles se tornassem os responsáveis por dizer que meu livro estava bem escrito ou não. Não deu muito certo. Então, se alguém estiver pensando da mesma forma que eu, é melhor não adotar essa opção.

   Quando publiquei Ambiguidade, eu li e reli o livro pelo menos cinco vezes por inteiro e tenho adotado essa metodologia para os demais livros. Primeiro leio com a emoção, depois vou repassando a história, na terceira lida eu vou parando nos parágrafos que não ficaram tão "claros", na quarta lida eu vou buscando alguma falha de escrita e na quinta revisão, já completamente cansado e sem paciência, ainda procuro por uma falha.

   Revelo que essa não é a melhor opção. Sempre fica algum erro, alguma falha. Não sou perfeccionista e não me julgo capaz de ser tão bom assim. Dos amigos e colegas mais próximos que acabam adquirindo um exemplar, eu peço para que sejam sinceros e anotem qualquer erro ou falha de escrita nos livros que tenho escrito. Para minha surpresa (ou não), tenho recebido boas notícias de que são poucos erros e toleráveis, alguns evidenciados por uma falha de digitação, mas que não interfere muito na leitura, se tornando compreensível.

   Devo esse resultado ao meu pai, que por ter se formado em direito e acreditar que um advogado em hipótese alguma deveria errar com suas falas ou escrita, exigia de mim postura semelhante ao revisar ou corrigir meus trabalhos escolares antes que fossem entregues ao professor. Mesmo assim eu ainda erro.

   Como a proposta dessa postagem está relacionada à revisão, talvez tenha ficado a impressão de que é necessário investir num profissional que possa realizar esse trabalho. De fato é, no entanto, confiando na qualidade de sua produção literária (como tenho feito) e sendo o mais criterioso possível nas revisões realizadas de forma autônoma, isso não impede que um autor iniciante arrisque a publicar sua obra de forma independente.

   Mas vale a dica: se não for pagar por um profissional, obtenha pelo menos um número menor de exemplares, pois, se existirem erros que prejudiquem o livro, a perda no investimento será menor. Vale à pena também pagar a impressão de um 'boneco' (um exemplar de teste) para repassar a alguém de confiança para ler e comentar sobre o que achou do texto, se tinha muitos erros, coisas assim.

   Acredite no potencial que você possui!
   Até a próxima!