quarta-feira, 8 de março de 2017

Dicas para Word 02: Travessão nos diálogos

Vocês sabem colocar o travessão nos diálogos?
Muitos aqui utilizam notebook, certo? Se seu teclado possui um teclado numérico no lado direito, exatamente como um teclado normal de computador. Você insere o travessão digitando Alt + Ctrl + - (símbolo menos do teclado numérico) ou Alt + 0151 (os números do teclado numérico).
Poxa, mas eu não possuo o teclado numérico lateral, como eu faço? Calma, eu encontrei uma dica bastante interessante, mas necessitará de um exercício mental para reproduzir toda vez que iniciar um diálogo. Vamos lá?
Na versão mais atual do Word, você clica em Arquivo e procura a sessão Opções, abrirá uma nova janela e você clicará em Revisão de Texto, logo no início da janela haverá um botão "Opções de AutoCorreção", insira uma opção de "Substituir texto ao digitar..". Não esqueça de clicar em "Adicionar" essa nova regra de substituição.
No meu caso, eu adotei a seguinte regra (que encontrei em diversos sites) para a substituição: eu inicio os diálogos digitando dois hifens (--) e ele será substituído automaticamente pelo travessão (–).
Certo, mas como eu acho um travessão no Word? Se vocês notarem, após digitar um texto, você dá um espaço, insere o hífen e depois torna a digitar, esse hífen se transforma em travessão. Você poderá copiá-lo, ou até mesmo, copiar o travessão já digitado aqui (sem as aspas) "–".
Sugerido por Tainã Sorrentino:
Na Aba inserir, vá em Símbolos, procure o travessão e clica nele, irá aparecer algumas informações sobre ele, uma delas informa atalhos, e também tem a opção de criar uma tecla de atalho, no meu caso é o F6, eu clico ele e já aparece o travessão.

terça-feira, 7 de março de 2017

Dicas para Word 01: Formatação de Páginas

Participo do grupo Sociedade Secreta dos Escritores no Facebook e senti aquela vontade de compartilhar conhecimento. Nesse caso, eu domino relativamente o Microsoft Word e compartilhei com os membros do grupo as configurações que geralmente utilizo, portanto, minhas próximas postagens será replicando essas dicas.

De antemão, você já sabe o formato do livro que você adotará?


Segue algumas configurações que utilizo (coisas básicas):

- Formato da página A5 (caminho: Layout -> Configurar Página-> Aba Papel ou tamanho -> Tamanho personalizado -> Largura: 14,8 cm, Altura: 21 cm)
- Margens (mesmo caminho anterior: Aba Margens -> Superior e inferior> 2,57 cm, interna e externa: 1,91cm)
- Fonte: (minha preferência) Times New Roman, tamanho 12
- Parágrafos justificados (caminho: Página inicial -> Parágrafo), espaçamento especial da primeira linha (Recuo), Espaçamento entre parágrafos (Depois, 6pt)

No word é necessário separar algumas páginas e definir algumas quebras de seções, tudo dependerá do seu gosto, mas algumas regras não mudam, pois, você precisa de uma capa, folha de rosto, verso da folha de rosto, dedicatória, sumário ou índice (pode ser dispensável) e início dos capítulos (prólogo está aí).



Por regra, a numeração de páginas só se inicia com o capítulo, portanto, tudo o que vem anterior não possui o número de página impresso na folha. Essa pode ser a próxima dica a ser trabalhada, o que me dizem?

Algumas etapas interessantes:
- Quebras de seção
- Configurações de cabeçalhos e rodapés
- Inserção de capítulos e numeração automática no sumário ou índice
- Inserção de imagens
- O texto quebrar até a "última linha" da página e não ficar sobras no final
- Inserção de caixas de textos, balões de diálogos

segunda-feira, 6 de março de 2017

Livro Gratuito na Amazon: Quando Todos São de Marte

Boa Noite!

A partir de hoje, 06/03/17, até sexta-feira, 10/03/17, o livro Quando Todos São de Marte estará gratuito para download na loja da Amazon. Aproveite, baixe o seu e comece a ler!

sábado, 4 de março de 2017

Quanto preciso vender para ganhar como escritor?


Mas vamos lá, agora a minha discussão é sobre o tempo que dedicamos à escrita, alguém já mensurou isso? Sei que o Word e outros aplicativos de escrita devem fornecer essas estatísticas. Mas alguém já estimou o seu custo de "hora escritor" na produção de uma obra?

Serei bastante sintético, digamos que para produzir 2.000 palavras o escritor demande de aproximadamente 3 horas ininterruptas de produção. Essa quantidade seria o suficiente para um capítulo de aproximadamente 10 páginas. No final, um livro de 200 páginas demandaria algo em torno de 60 horas de trabalho.

Qual seria o custo de sua hora trabalhada? Partamos então para o quanto você ganha mensalmente não sendo escritor e divida o seu salário por 176, essa seria a quantidade de horas trabalhadas num mês como "mensalista".
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Vamos aos números? Digamos que o seu salário seja de R$5.000,00. Sua hora trabalhada custa R$ 28,41. Ou seja, 60 horas utilizadas para a produção de um livro (sem revisão, edição e diagramação, etc.), custaria para você R$ 1.704,60

Seu livro será vendido por R$30,00 e você receberá 15% de direitos autorais, ou seja R$ 4,50 por livro vendido. Somente para cobrir as suas horas trabalhadas na produção de seu livro, seria necessário vender aproximadamente 379 livros e digamos, você sairia no zero a zero.
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Para cobrir seu salário de R$5.000,00 mensais, seria necessário uma venda de 1.111 livros todo mês. Portanto, qualquer contrato com uma editora de 1.000 exemplares iniciais, dificilmente o escritor viverá com a renda da venda de seus livros.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Qual o custo de publicação de um livro?

Não basta escrever uma boa história, existem passos a serem cumpridos que uma editora realiza quando publica um livro e que muitas vezes desconhecemos, ou até mesmo não valorizamos. (Qualquer erro, me corrijam).

Os assuntos podem não estar em ordem de importância, mas vamos lá:

Primeiro: Revisão do livro, independente de publicar o livro impresso ou em e-book, é muito importante revisar sua obra e por mais que o autor seja conhecedor da gramática e da língua portuguesa, ele pode incorrer em erros. O valor para revisar um livro é estimado em 'laudas', que pode ser interpretado como quantidade páginas ou mais especificamente uma quantidade de caracteres (em média são 1200). Esse custo depende do profissional e pode varia de R$ 0,44 a R$ 6,00. Não sei dizer qual é o preço justo, mas adotarei um valor de referência de R$1,50 por lauda para meus cálculos futuros.

Segundo: Capa do livro, é o que vai atrair a atenção do leitor curioso que desconhece o autor, por isso, a capa tem que ser atrativa. Dificilmente um escritor é bom em artes gráficas também e para isso precisa recorrer a um profissional. O custo varia muito e pode ultrapassar R$ 600,00 de investimento (valor que tomarei de referência).

Digamos que até aqui seu livro estaria apto para ser publicado numa versão digital, ou até mesmo impressa para ser vendida pelo próprio autor.

Terceiro: Diagramação, essa parte é algo que tem sido valorizada por alguns leitores, o conteúdo escrito numa fonte agradável, os capítulos começando numa página sem muitos espaços, ou com uma arte interessante, além da ausência de páginas em branco. Esse custo é equivalente ao de revisão.

Quarto: Ficha catalográfica, é uma ficha que contém as informações bibliográficas necessárias para identificar e localizar um livro ou outro documento no acervo de uma biblioteca. Esse serviço geralmente é realizado por um bibliotecário e tem um valor padrão em torno de R$ 50,00.

Quinto: Obtenção do ISBN, é um sistema que identifica numericamente os livros segundo o título, o autor, o país e a editora, individualizando-os inclusive por edição. É obrigatório se o autor desejar vender seu livro numa livraria, por exemplo. Além disso, o ISBN gera um código de barras, o que facilita o seu cadastro nas lojas para ser vendido.

Para se obter o ISBN o escritor precisa se cadastrar na Biblioteca Nacional como Editor Autor ou obter o serviço de alguém já cadastrado. Para se cadastrar há um custo de R$ 255,00, para obter o ISBN custa R$ 18,00 (depois de cadastrado). Profissionais cobram em média R$100,00 para registrar um ISBN.


Sexto: Registrar o direito autoral de sua obra na Biblioteca Nacional, tem um custo de R$20,00, mais o valor do livro impresso, rubricado em todas as páginas e o valor de postagem pelos correios.

Sétimo: Procurar uma editora ou gráfica que imprima seus livros. O custo vai depender do tipo de acabamento da capa, do tipo da folha das páginas, quantidade de páginas e quantidade de exemplares que o escritor quiser adquirir inicialmente.

Como tudo isso é um investimento, o escritor pode arriscar e adquirir uma quantidade grande de exemplares, ou se for melindroso, uma quantidade pequena. Além disso, ele deve estimar se espera algum retorno financeiro ou se simplesmente deseja divulgar a sua obra tendo algum custo ou a um custo quase zero.

Vamos às contas? Digamos que um escritor hipotético produziu um livro revisado com 300 páginas:

Custo de revisão e diagramação: 300 x R$ 1,50 x 2 = R$600,00
Custo de uma capa: R$ 600,00
Ficha catalográfica: R$ 50,00
ISBN: R$100,00
Direitos autorais: R$ 60,00 (mais custo de livro e postagem)
Impressão de 100 exemplares: R$ 1.701,66 (pela Letras e Versos)

Custo total: R$ 3.111,66
Custo por livro: R$ 31,66


Oitavo: Definir onde vender o livro, se o escritor decidir vender o livro num site próprio, basta acrescentar o que ele deseja receber de direitos autorais e estimar o frete para envio para outras localidades.

Mas se o escritor optar por vender numa livraria, saiba que muitos estabelecimentos cobram um valor por consignação que corresponde a 50% do valor de venda do livro, ou seja, o escritor precisa dobrar o valor do livro para que ele seja vendido oficialmente numa livraria. Esse livro hipotético não seria vendido por menos de R$ 65,00 numa livraria e concorreria com sucessos internacionais que são vendidos pela metade do preço.

Não gostaria de comentar a conclusão que cheguei após esses cálculos, pois, seria um esforço muito grande vender as primeiras cem unidades para cobrir todas as despesas envolvidas nessa produção. É claro que a segunda tiragem reduziria esses custos, ou até mesmo uma tiragem maior, no entanto, mesmo assim o autor teria que vender seus próprios livros ao invés de disponibilizá-lo numa livraria e vê-lo encalhado por conta de um preço absurdo.

quinta-feira, 2 de março de 2017

O que é ser um escritor prolífico?


Pode haver uma grande discussão quanto a qualidade, mas eu fiquei impressionado com a quantidade e como alguns escritores estrangeiros levam o ofício da escrita como algo "profissional".

Por curiosidade, pesquisei alguns autores e fiz uma média para encontrar quantos livros foram publicados de acordo com o tempo, isso pode não representar com exatidão o período em que ele foi escrito, vamos lá?

1 - Nora Roberts publicou entre 1981 e 1996, portanto, por 16 anos, um "recorde" de 100 romances. Isso equivaleria a um romance escrito a cada 58,24 dias.
 😯

2 - Kiera Cass publicou entre 2012 e 2016 13 livros, o que dá uma média de um romance a cada 120 dias.

3 - Nicholas Spark publicou entre 1990 e 2016 21 livros e isso dá uma média de um livro a cada 469 dias

4 - Paulo Coelho (não poderia deixá-lo de fora) publicou entre 1987 e 2016 16 livros, o que dá uma média de um livro a cada 684 dias.

5- Ryoki Inoue possui 1079 títulos publicados e detém o recorde no Guinnes Book

6 - Julio Verne escreveu 51 obras de 1863 a1891

7 - Agatha Christie publicou 95 obras em 88 anos

8 - Barbara Cartland publicou 823 romances, cuja média estimada é de um romance a cada 15 dias

Não dá para negar que todos eles vivem da escrita, mesmo publicando uma obra a cada quase dois anos (no caso de Paulo Coelho suas obras são traduzidas em diversas línguas).

Minha conclusão é que, mesmo não obtendo um público alto de escritores, não devo parar de escrever. Preciso melhorar a cada livro, isso é claro. Um escritor não viverá da escrita com poucos livros, então, a mente criativa deve trabalhar constantemente. Não acredito que Nora Roberts escreveu um romance a cada 60 dias, mas sim, ela já possuía uma reserva de livros prontos para serem publicados.

Se alguns vão contra a maré, eu ainda estou tentando pegar jacaré, mas não pretendo morrer na beira da praia. Quero ter um lugar ao sol também.

Outra coisa que achei interessante, pois, esse post foi publicado inicialmente num grupo do facebook, é que muitos desses escritores se valeram de Ghost Writers, que são escritores fantasmas contratados para escrever um livro adotando as premissas do escritor autor, mas que não recebem os seus nomes nas obras publicadas.

Em breve discursarei sobre Ghost Writer.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Quero ouvir (e não ler) meu e-book, é possível?


Uma amiga me perguntou se havia algum aplicativo para leitura em voz de e-books da amazon (kindle). Cheguei a imaginar que seria impossível encontrar e se você também achou, estamos enganados. No próprio site da amazon está disponível um tópico de ajuda para quem necessita ouvir, e não ler um e-book.

Há disponibilidade para iOS, para quem possui celulares da Apple:

Também para aparelhos da Samsung:

Acredito que com esses dois tutoriais conseguimos abranger o maior número de leitores que utilizam iOS ou Android para leitura de livros do Kindle.

Se você possui algum leitor com essa dúvida, já pode indicar a solução.